Seleção ganhou crédito para começar a Copa de verdade
Escócia 0 x 3 Brasil | Melhores momentos | 3ª rodada | Copa do Mundo 2026 Seria possível centralizar a vitória contra a Escócia em atuações individuais. Vinicius Jr., por exemplo, tem feito um torneio à altura das grandes estrelas da Copa do Mundo. Rayan mostrou-se uma opção excelente para o lugar de Raphinha. E, na reta final do jogo, Neymar entrou em campo pela primeira vez, depois de quase três anos sem atuar pela Seleção Brasileira. Mas a atuação coletiva do Brasil conseguiu superar, em termos de importância, qualquer destaque individual. Não que tenha sido um desempenho dos sonhos, mas ao menos permite aos brasileiros noites menos intranquilas, para tédio de algum Gregor Samsa suburbano. Nem que seja até a próxima segunda-feira, quando o Brasil enfrenta Japão ou Holanda (ou, menos provável, a Suécia). O craque milongueiro Juan Román Riquelme dizia que a Libertadores começa nas oitavas de final. A Copa, a partir dessa edição, começa na fase de 16 avos. Para o Brasil, definitivamente será um reinício. Depois da estreia quase calamitosa contra Marrocos e da vitória elástica, mas pouco convincente, contra o Haiti, a equipe de Carlo Ancelotti fez seu melhor jogo contra a Escócia. "Agora somos uma equipe", chegou a afirmar o técnico em entrevista após o jogo. Vini Jr dança na bandeira de escanteio em Brasil x Escócia Reuters O gol muito cedo, cortesia do zagueiro escocês, facilitou a construção de um cenário positivo. Mas ao longo de todo o jogo o Brasil teve desenvoltura para fazer com que as ações acontecessem conforme sua vontade -- teve hierarquia para conduzir a partida. Mesmo que o time europeu não seja composto exatamente por virtuosos da bola, é preciso salientar a solidez defensiva do Brasil -- zagueiros e laterais tiveram desempenho muito consistente. A melhor qualidade dessa Seleção se fez notar. A pressão na retomada da bola funcionou, tanto no gol precoce de Vinicius Jr como no lance anulado de forma bisonha pelo juiz. Aquele tipo de contato suave, praticamente um coice de grilo, vem sendo solenemente ignorado na Copa. Mas dessa vez o Brasil mostrou outros atributos ofensivos: houve aproximações, triangulações e encaixes que ainda não tínhamos observado. Bruno Guimarães e Rayan, um acerto de Ancelotti, foram fundamentais para isso. Paquetá, com passes precisos, e Matheus Cunha, novamente comparecendo às redes, fizeram uma partida de afirmação. Câmera exclusiva: a volta de Neymar à Seleção Quando o Brasil anotou o terceiro gol, com Vinicius Jr. marcando de cabeça, lance em que a defesa escocesa causou constrangimento em sete gerações de zagueiros britânicos, já estava sacramentada a melhor atuação na Copa, em termos coletivos e individuais. A esperança já não parece apenas a profissão de uma fé descabida. Ao longo dessa fase se grupos, parecia aconselhável que Ancelotti fizesse experimentos mais ousados, pois a Seleção apresentava um repertório muito previsível. É inegável, no entanto, que ele encontrou um time -- e, nas circunstâncias atuais, não está muito longe do que seria o máximo possível. E, mais importante, o Brasil alcançou o que parecia difícil duas semanas atrás: vai começar a fase eliminatória muito mais sólido do que chegou na Copa -- e talvez até com duas pitadas de atrevimento. Ancelotti fica satisfeito com Seleção: "Agora estamos jogando como uma equipe"
Escócia 0 x 3 Brasil | Melhores momentos | 3ª rodada | Copa do Mundo 2026 Seria possível centralizar a vitória contra a Escócia em atuações individuais. Vinicius Jr., por exemplo, tem feito um torneio à altura das grandes estrelas da Copa do Mundo. Rayan mostrou-se uma opção excelente para o lugar de Raphinha. E, na reta final do jogo, Neymar entrou em campo pela primeira vez, depois de quase três anos sem atuar pela Seleção Brasileira. Mas a atuação coletiva do Brasil conseguiu superar, em termos de importância, qualquer destaque individual. Não que tenha sido um desempenho dos sonhos, mas ao menos permite aos brasileiros noites menos intranquilas, para tédio de algum Gregor Samsa suburbano. Nem que seja até a próxima segunda-feira, quando o Brasil enfrenta Japão ou Holanda (ou, menos provável, a Suécia). O craque milongueiro Juan Román Riquelme dizia que a Libertadores começa nas oitavas de final. A Copa, a partir dessa edição, começa na fase de 16 avos. Para o Brasil, definitivamente será um reinício. Depois da estreia quase calamitosa contra Marrocos e da vitória elástica, mas pouco convincente, contra o Haiti, a equipe de Carlo Ancelotti fez seu melhor jogo contra a Escócia. "Agora somos uma equipe", chegou a afirmar o técnico em entrevista após o jogo. Vini Jr dança na bandeira de escanteio em Brasil x Escócia Reuters O gol muito cedo, cortesia do zagueiro escocês, facilitou a construção de um cenário positivo. Mas ao longo de todo o jogo o Brasil teve desenvoltura para fazer com que as ações acontecessem conforme sua vontade -- teve hierarquia para conduzir a partida. Mesmo que o time europeu não seja composto exatamente por virtuosos da bola, é preciso salientar a solidez defensiva do Brasil -- zagueiros e laterais tiveram desempenho muito consistente. A melhor qualidade dessa Seleção se fez notar. A pressão na retomada da bola funcionou, tanto no gol precoce de Vinicius Jr como no lance anulado de forma bisonha pelo juiz. Aquele tipo de contato suave, praticamente um coice de grilo, vem sendo solenemente ignorado na Copa. Mas dessa vez o Brasil mostrou outros atributos ofensivos: houve aproximações, triangulações e encaixes que ainda não tínhamos observado. Bruno Guimarães e Rayan, um acerto de Ancelotti, foram fundamentais para isso. Paquetá, com passes precisos, e Matheus Cunha, novamente comparecendo às redes, fizeram uma partida de afirmação. Câmera exclusiva: a volta de Neymar à Seleção Quando o Brasil anotou o terceiro gol, com Vinicius Jr. marcando de cabeça, lance em que a defesa escocesa causou constrangimento em sete gerações de zagueiros britânicos, já estava sacramentada a melhor atuação na Copa, em termos coletivos e individuais. A esperança já não parece apenas a profissão de uma fé descabida. Ao longo dessa fase se grupos, parecia aconselhável que Ancelotti fizesse experimentos mais ousados, pois a Seleção apresentava um repertório muito previsível. É inegável, no entanto, que ele encontrou um time -- e, nas circunstâncias atuais, não está muito longe do que seria o máximo possível. E, mais importante, o Brasil alcançou o que parecia difícil duas semanas atrás: vai começar a fase eliminatória muito mais sólido do que chegou na Copa -- e talvez até com duas pitadas de atrevimento. Ancelotti fica satisfeito com Seleção: "Agora estamos jogando como uma equipe"
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