Rogério Ceni vê semelhante entre Bahia e Espanha: "Time para ter a bola" O empate por 1 a 1 com o Atlético-MG, na última quarta-feira, tem elementos que ajudam a entender o que foi o primeiro turno do Bahia no Campeonato Brasileiro. Assim como na partida diante do Galo, o Tricolor teve bons momentos, mostrou superioridade em muitos momentos, mas oscilou a ponto de sair de campo com a sensação de que poderia ter sido mais feliz. Siga o ge Bahia nos Canais do WhatsApp Veja quem chega e quem sai do Bahia A montanha-russa do primeiro turno do Bahia se jusrtifica pelo início arrasador e um longo jejum de vitórias que resultou em crise e pressão. No fim das contas, o sexto lugar no Brasileiro, com 30 pontos, não deixa a equipe dentro do grande objetivo, que é a faixa de classificação direta para a Libertadores, mas permite aos comandados de Rogério Ceni manterem bem vivos o sonho. Na temporada passada, o Bahia alcançou o seu recorde de melhor primeiro turno na era dos pontos corridos, com 33 pontos, só três a mais que a campanha atual, carregada de altos e baixos. Ao fim da 19ª rodada de 2025, o Tricolor estava na quarta posição. Raio-X do do Bahia no primeiro turno da Série A de 2026 Rogério Ceni em treino do Bahia Catarina Brandão / EC Bahia Com o fim da 19ª rodada, o ge conta como foi a caminhada do Bahia até aqui. Início arrasador Time do Bahia antes de vencer o Internacional no Beira-Rio pela primeira vez na história da Série A Rafael Rodrigues/EC Bahia Os primeiros passos do Bahia neste Campeonato Brasileiro foram os mais animadores dos últimos 40 anos. O Tricolor largou com invencibilidade de seis jogos (quatro vitórias e dois empates), na melhor sequência desde 1986, quando começou o torneio com impressionantes 16 jogos sem perder. Início do Bahia nesta Série A: Corinthians 1 x 2 Bahia - primeira rodada; ✅ Bahia 1 x 1 Fluminense - segunda rodada; 🤝 Vasco 0 x 1 Bahia - terceira rodada; ✅ Bahia 1 x 1 Vitória - quinta rodada; 🤝 Internacional 0 x 1 Bahia - sexta rodada; ✅ Bahia 2 x 0 Bragantino - sétima rodada. ✅ A sequência inicial foi turbinada pelo desempenho acima da média como visitante. O Bahia conquistou três vitórias seguidas fora de casa, na Série A, pela primeria vez desde 1987, há 39 anos, e transformou o calcanhar de Aquiles de 2025 na maior virtude de 2026 até então. A vitória sobre o Inter, aliás, foi a primeira do Tricolor no Beira-Rio na história do Campeonato Brasileiro. +🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Tudo isso conquistado com um modo diferente de jogar. Com mudanças na equipe titular e time mais físico, o Bahia não apresentou o estilo de jogo que já encantou sob o comando do treinador Rogério Ceni. Por outro lado, foi eficiente e capaz de segurar adversários fora de casa, algo que não conseguiu em 2025. Crise Ademir e David Duarte lamentam gol sofrido contra o Coritiba, na sexta rodada consecutiva sem vencer na Série A JP Pacheco / Coritiba A primeira derrota na Série A encerrou a sequência invicta de forma contundente. A goleada por 4 a 1 para o Remo, na oitava rodada, no Mangueirão, foi o começo da crise tricolor, intensificada com a eliminação na Copa do Brasil também para os paraenses. Em um recorte de dez rodadas que começou com o 4 a 1 no Mangueirão, o Bahia teve o segundo pior aproveitamento da Série A, à frente apenas da lanterna Chapecoense. O período teve duas vitórias, três empates e cinco derrotas. E se o time superou os problemas de 2025 como visitante, a força dentro de casa não foi a mesma. O Bahia tem a 11º melhor campanha mandante da Série A, com quatro vitórias em dez jogos, o que significa aproveitamento de 53,3%. Um desempenho bem diferente do alcançado no ano passado, quando conquistou seis triunfos e três empates no primeiro turno, com 77,7% de rendimento. Ao longo do primeiro turno, o Bahia encarou uma sequência de oito jogos sem vencer (com duas partidas da Copa do Brasil entre eles), no maior jejum do time sob comando de Rogério Ceni. A crise elevou a pressão e fez torcedores pedirem a saída do treinador em protestos na Arena Fonte Nova. Mudanças no time Everton Ribeiro perdeu lugar no time titular na reta final do primeiro turno Letícia Martins/EC Bahia A irregularidade fez Rogério Ceni chacoalhar o time titular, prática não comum nos primeiros anos da passagem do treinador por Salvador. O técnico promoveu mudanças da lateral direita ao ataque e colocou no banco de reservas jogadores antes considerados intocáveis, como Everton Ribeiro, Jean Lucas e Caio Alexandre. Mudanças no time titular no primeiro turno: Lateral direita: Gilberto e Roman Gomez revezaram no início, mas o volante Nicolás Acevedo chegou a assumir o posto no primeiro semestre. Depois da Copa do Mundo, o zagueiro Marcos Victor e Roman Gomez se alternam, e Gilberto deixou o clube; Zaga: Ramos Mingo atravessou má fase no fim do primeiro semestre e foi substituído por Kanu, mas retomou o lugar no time. Meio de campo: o trio badalado formado por Caio Alexandre, Everton Ribeiro e Jean Lucas passou por fases instáveis e frequentou o banco de reservas em diferentes momentos. Acevedo, Erick e Rodrigo Nestor ganharam espaço; Ataque: Kike Olivera começou a temporada como titular na ponta direita, mas perdeu o posto para Mateo Sanabria, que não aproveitou. Ademir, que tinha perdido espaço, voltou a ganhar sequência no time titular. Luciano Juba é o melhor e mais regular jogador do Bahia em 2026 Letícia Martins/EC Bahia Por outro lado, o time ainda conta com pilares que não tiveram a titularidade ameaçada até aqui. Ronaldo, David Duarte, Luciano Juba, Erick Pulga e Willian José, em níveis diferentes de desempenho, não perderam a vaga no time inicial tricolor. Ronaldo: se recuperou de fratura no cotovelo e reassumiu a titularidade desde que esteve à disposição. David Duarte: manteve o bom nível de 2025 e não foi ameaçado pelos reservas; Luciano Juba: protagonista do Bahia em 2026, é o artilheiro do time na Série A com sete gols e um dos raros exemplos de jogadores em alto nível mesmo na pior fase da temporada; Erick Pulga: não tem conseguido repetir as atuações do início de 2025 e passou por altos e baixos. Mesmo assim, não foi superado pelos concorrentes diretos e assumiu nova função no segundo semestre, mais centralizado e livre para flutuar; Willian José: artilheiro do time com nove gols no ano, é a referência ofensiva. Vive o último ano de contrato. Entre todas as mudanças, o último ato do Bahia antes da pausa para a Copa do Mundo, com vitória sobre o Botafogo na Arena Fonte Nova, baixou a temperatura no clube. E os primeiros resultados na volta do futebol, com vitória sobre a Chapecoense e empate fora de casa com o Atlético-MG, também deram tranquilidade ao treinador tricolor. Time titular do Bahia na primeira rodada do primeiro turno: Ronaldo, Gilberto, David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba; Acevedo, Jean Lucas e Everton Ribeiro; Ademir, Erick Pulga e Willian José. Time titular do Bahia na última rodada do primeiro turno: Ronaldo, Roman Gomez, David Duarte, Ramos Mingo e Zé Guilherme; Acevedo, Erick e Rodrigo Nestor; Ademir, Erick Pulga e Willian José. Se repetir a campanha no segundo turno, o Bahia vai até os 58 pontos, que em 2025 seria suficiente para terminar apenas na oitava posição. Com a Série A como único compromisso até o fim do ano, o Tricolor busca melhorar o desempenho, terminar no G-4 e conquistar a tão sonhada vaga direta na fase de grupos da Libertadores. *Sob supervisão de Ruan Melo

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