Austrália 1 x 1 Brasil | Melhores momentos | Amistoso Internacional Renovar ou consolidar o trabalho? A atuação ruim no empate diante da Austrália deixa mais interrogações do que convicções para a Seleção neste início de ciclo para 2030. Erros apontados na eliminação na Copa do Mundo se repetem e indicam um desafio para Carlo Ancelotti que vai além da prometida renovação do elenco. Confira a entrevista coletiva de Carlo Ancelotti após empate entre Brasil e Austrália Por mais que observar jovens seja uma das diretrizes propagadas pela CBF, o próprio treinador deixa claro que dar continuidade ao trabalho iniciado em junho de 2025 é sua prioridade. Neste cenário, o Brasil parece carecer de um futebol que se conecte com sua tradição e deixa caminho tortuoso para o surgimento de novas peças. + 'Ancelotti terá trabalho', diz imprensa espanhola Carlo Ancelotti no amistoso entre Brasil e Austrália AFP + Atuações: veja quem foi bem, quem foi mal e dê suas notas Definir um estilo que permita controle de jogo e dar protagonismo a estrelas que brilham por seus clubes seguem como principais desafios. O Brasil que empatou no último minuto com a Austrália voltou a apresentar fragilidade no meio de campo e em muitos momentos não soube se impor, em cenário similar ao que foi criticado na eliminação para a Noruega. A realidade se torna ainda mais preocupante se levarmos em conta um time titular muito mais próximo do que esteve nos EUA há dois meses do que propriamente renovado com espaço para novas peças. O Brasil iniciou o jogo com sete jogadores que estiveram no Mundial, e mesmo assim teve dificuldades de ditar o ritmo da partida: Ancelotti falou após o empate do Brasil com a Austrália! - Não é um sabor de derrota porque foi um empate. Acho que a equipe podia ganhar, tivemos oportunidades. Era difícil jogar neste campo, é verdade que depois que levamos o gol a equipe reagiu. Foi um empate merecido no final, temos que ser pacientes porque são testes que temos que fazer, dar oportunidades aos jogadores que jogam menos e seguir na frente porque era um teste e também o próximo vai ser outro teste - Ancelotti. Os espaços no meio de campo seguem sendo uma fragilidade evidente. Danilo Santos e Bruno Guimarães ficaram sobrecarregados com e sem a bola, e se viam obrigados a baixar muito na construção e cobrir latifúndios nas ações ofensivas da Austrália. Comportamento que tornou o jogo em uma trocação franca em Townsville: - Pra ser sincero, foi um jogo lá e cá, com chances para os dois lados. Foi bom ver que podemos competir contra o Brasil - definiu Irankunda, autor do gol australiano. Técnico Carlo Ancelotti em Brasil x Austrália Rafael Ribeiro / CBF Para o jogo de terça-feira, diante do mesmo rival, Ancelotti prometeu apresentar um sistema de jogo diferente. A princípio, a expectativa é de um Brasil mais compacto, com um meio-campista a mais e se fazendo valer da versatilidade de Raphinha como centroavante: - Às vezes, jogaremos com o sistema de hoje (4-2-4) e podemos jogar também com três meio-campistas. Por isso são testes agora para provar. O discurso de paciência do italiano em muitos momentos se desconecta com a urgência de um torcedor fragilizado por decepções recentes. O Brasil fez o pior ciclo da história entre 2022 e 2026, já superou o pior jejum de títulos em Copas do Mundo e caiu nas oitavas de final em resultado que não acontecia desde 1990. + CLIQUE AQUI e veja mais notícias da Seleção Vini Jr. em ação em Brasil x Austrália SAEED KHAN A realidade indica para uma urgência por performance e resultados que condiciona até mesmo o processo de renovação com jovens como os nove estreantes nesta Data Fifa. E este cenário em muitos momentos não encontra eco nas declarações do treinador: - Não é um início de um ciclo, é a continuação de um ciclo que começou ano passado e agora a prioridade é dar minutos aos jogadores que jogam menos, jogadores que têm potencial, como Endrick, Estevão e vamos seguir nesta linha. O torcedor tem que ser paciente e quando tivermos competições oficiais a equipe vai estar preparada. Pressionado já em início de ciclo, o Brasil volta a campo na próxima terça-feira, às 7h (de Brasília), para encarar novamente a Austrália, em Brisbane. Em seguida, a delegação viaja para Calcutá, onde joga com a modesta seleção da Índia no dia 3 de outubro.