Bahia goleia o Coritiba no Couto Pereira e abre 4 pontos para o Z-4 No dia 14 de setembro de 2023, Rogério Ceni começou a escrever a história no Bahia com uma vitória tranquila, por 4 a 2, sobre o Coritiba, no Couto Pereira. Quase três anos depois, o treinador reencontra o rival e o palco da partida nesta segunda-feira, mas com um outro clima diante do seu torcedor. Siga o ge Bahia nos Canais do WhatsApp Veja quem chega e quem sai do Bahia Substituto de Renato Paiva, em 2023, Rogério Ceni era a esperança de uma equipe pressionada pela briga contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A duras penas, o Bahia alcançou o objetivo, e o treinador encerrou a temporada como grande destaque da campanha de salvação. Em 2026, Rogério Ceni chega para o jogo contra o Coritiba com o desafio, desta vez, de "se salvar" diante do torcedor tricolor. Com o Bahia sem vencer há sete jogos e um histórico recente de eliminações precoces na Libertadores e Copa do Brasil, o treinador foi o principal alvo de protestos da torcida no último domingo. Rogério Ceni no Couto Pereira, na estreia pelo Bahia, contra o Coritiba Feira FC / Divulgação Para animar Rogério Ceni na estreia pelo Bahia, contra o Coritiba Felipe Oliveira / EC Bahia Rogério Ceni foi anunciado como técnico do Bahia cinco dias antes da partida contra o Coritiba, disputada em uma quinta-feira e válida pela 23ª rodada. O Bahia estava na 16ª posição, com 22 pontos, um a mais que o Santos, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. O Coxa, por sua vez, era o lanterna, com 14. A estreia perfeita quase foi frustrada por um gol de Sebastián Gómez aos dois minutos de jogo, mas Rafael Ratão, Thaciano e Ademir viraram ainda antes do intervalo. No segundo tempo, Biel ampliou, e Andrey diminuiu nos acréscimos para fechar o placar em 4 a 2 para o Tricolor. Escalação do Bahia na estreia de Rogério Ceni: Marcos Felipe; Gilberto, Kanu, Raul Gustavo e Camilo Cándido; Rezende (Léo Cittadini), Yago Felipe (Nicolás Acevedo) e Thaciano (Lucas Mugni); Ademir (Vitor Jacaré), Rafael Ratão (Biel) e Everaldo. Sete jogadores relacionados para aquela partida continuam no Bahia: Gilberto, Kanu, Nicolás Acevedo, Ademir, Everaldo, Gabriel Xavier e Marcos Victor. David Duarte também estava no grupo, mas não viajou para Curitiba. De lá para cá Relação da torcida do Bahia com Rogério Ceni é de altos e baixos ao longo dos quase três anos Initial plugin text Rogério Ceni alcançou o primeiro objetivo à frente do time do Bahia com uma campanha de sete vitórias em 16 jogos e 45,8% de aproveitamento. A equipe fechou a edição 2023 do Brasileiro no 16º lugar, com 44 pontos conquistados. Mais de duas temporadas depois, o treinador deu sua identidade ao Bahia e conquistou dois títulos baianos e uma Copa do Nordeste. Além disso, o time bateu duas vezes o recorde de melhor campanha na Série A, se classificou para a Libertadores duas vezes consecutivas pela primeira vez e conseguiu mais uma série de feitos inéditos. Por outro lado, Rogério Ceni, que já encarava desconfiança da torcida pela queda de rendimento do time no segundo semestre de 2024 e com a campanha ruim como visitante em 2025, sofreu duros golpes com eliminações precoces na Copa do Brasil, para o Remo, e Libertadores, diante do O'Higgins, em 2026. Com o empate por 1 a 1 com o Grêmio, no último domingo, Rogério Ceni chegou a sete jogos sem vencer e igualou o seu pior jejum com o Bahia . Em entrevista coletiva, ele comentou o momento de pressão e garantiu que tem capacidade para dar a volta por cima no time. - Eu lamento porque trabalho muito todos os dias, me dedico muito. É um momento difícil que a gente tem que tentar se manter firme. Gostaria que o torcedor apoiasse. O torcedor está chateado, e eu entendo. Você abandonaria sua profissão se alguém te ofendesse? A vida consiste muito no que você é apaixonado. Eu sei que eu tenho capacidade, que os atletas acreditam em mim. Eu vou a pouquíssimos lugares. Trabalho 12 horas por dia e fico muito em casa. A minha vida é trabalhar. E o mais importante é que eu gosto do que eu faço. Com todo respeito, eu quero poder trabalhar e desenvolver o que eu gosto. É sempre mais difícil trabalhar com vaia. Gostaria que o torcedor estivesse com a gente para a gente repetir o sonho que tivemos. A gente tem que tentar provar valor, trabalho. Não acho justo uma pessoa abandonar o que ama por uma ofensa. Isso é para gente fraca, que desiste fácil - disse Rogério Ceni. Sob pressão, mas com boas lembranças, Rogério Ceni comanda o Bahia diante do Coritiba às 20h (de Brasília) desta segunda-feira. A partida é válida pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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