Mbappé, sobre recorde histórico na Copa: "Preferia jogar a final do que ser artilheiro" Fayza Lamari, mãe do atacante Kylian Mbappé, tomou uma decisão inusitada no comando do Caen, time francês que pertence a um fundo de investimentos administrado pela família do craque. Segundo Mathieu Bodme, novo diretor esportivo da equipe, ela proibiu o uso de celulares nas dependências do clube. — Vocês deveriam ver o que está sendo implementado em termos de escolaridade, alojamento, alimentação e apoio pessoal. Fayza (Lamari) proibiu celulares no centro de treinamento. É uma decisão fantástica — declarou Bodme ao L'Equipe. Segundo o dirigente, a medida vem sendo considerada positiva para o elenco do Caen. — É uma excelente ideia. Os jogadores estão conversando uns com os outros novamente, passando mais tempo juntos e interagindo muito mais. Conheça Fayza, mãe de Mbappé e responsável pela carreira do craque francês Kylian Mbappé com seus pais, Wilfried Mbappé and Fayza Lamari, em 2024 Isabel Infantes/PA Images via Getty Images Bodme saiu em defesa das críticas que a família de Mbappé vem recebendo desde que assumiu a comando do clube. Na primeira temporada da gestão, em 2024/25, o Caen foi rebaixado para a terceira divisão francesa e tem como grande objetivo retornar à Ligue 2. — Acho que as críticas são injustas. Os problemas já existiam antes da chegada dos novos donos. Como acontece em qualquer organização, erros foram cometidos e certamente serão cometidos novamente, mas isso faz parte do processo — analisou o diretor. — Dinheiro não garante resultados imediatos. É preciso criar uma estrutura sólida, desenvolver jogadores, cultivar uma identidade e trabalhar com consistência — completou. O negócio A Coalition Capital, fundo de investimento administrado pela família de Kylian Mbappé, oficializou a compra do Caen em julho de 2024. A companhia faz parte do conglomerado liderado pela mãe do craque, que já gerencia carreiras esportivas, uma fundação de caridade e negócios de publicidade. Segundo informações do jornal francês "L’Équipe", a empresa de Mbappé investiu cerca 15 milhões de euros (R$ 91 milhões na época) e se tornou acionista majoritária do clube. A queda do Caen para a terceira divisão foi considerada um fracasso pela imprensa europeia, porque o time era considerado um dos favoritos a subir para a Ligue 1, a primeira divisão.