Voz do Setorista: São Paulo encaminha empréstimo de Gonzalo Tapia a time dos EUA Antonio Donizeti Gonçalves, o Dedé, foi expulso do São Paulo. O ex-diretor do clube social teve sua saída definida nesta terça-feira, em votação no Conselho Deliberativo, enquanto é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público por suposta corrupção. A Comissão de Ética do São Paulo havia recomendado apenas a suspensão de Dedé, mas o Conselho Deliberativo reverteu a decisão e votou a expulsão do ex-diretor social. Ele é acusado de gestão temerária, prejuízo financeiro e dano à imagem do clube. Há um inquérito policial em andamento, sendo conduzido pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, para apurar possíveis crimes cometidos por Dedé enquanto diretor do São Paulo. Essa é a terceira investigação que tem o clube como vítima. Dedé é ex-diretor social do São Paulo Reprodução / Instagram A Comissão de Ética havia determinado que Dedé seria submetido a um julgamento sobre dano à imagem do clube, que prevê uma suspensão de 90 dias, acrescida por mais um terço do prazo, por fazer parte da diretoria, totalizando 120 dias. Nesta terça, porém, a votação do Conselho Deliberativo reverteu o parecer da Comissão de Ética e determinou a expulsão de Dedé. Relembre o caso Em fevereiro, o São Paulo rescindiu de forma unilateral com a FGoal, que prestava serviço de fornecimento de alimentação e bebida no Morumbis em dias de eventos. O clube alegou que a empresa realizou saques indevidos no sistema que registra pagamentos feitos nas máquinas utilizadas no clube social. O contrato era válido até 2029. Na época, Dedé era diretor social do clube. A empresa defende que tinha autorização do conselheiro para atuar na sede social e que a decisão para romper o contrato tinha motivação política. A FGoal foi trocada pela GSH. Segundo a empresa, a permissão teria sido concedida para a implementação de um sistema de meios de pagamento utilizado na relação operacional com os cessionários, com retenção de uma taxa inicialmente fixada em 10%, com o objetivo de reduzir a inadimplência. Com isso, a FGoal protocolou duas ações contra o São Paulo. Na última delas, a empresa anexou uma carta escrita a punho por Dedé que defendia que atuação teve a anuência do departamento financeiro. FGoal prestava serviço de Alimentação e Bebida em dias de eventos no Morumbis Eder Traskini No documento, o ex-dirigente diz que autorizou verbalmente, junto à diretoria financeira, a FGoal a assumir a operação, com a contratação de três funcionários. O custo estimado da estrutura era de cerca de R$ 395 mil, valor que, segundo ele, poderia ser retirado diretamente das movimentações da plataforma. Ainda de acordo com Dedé, a diretoria financeira tinha acesso à plataforma e acompanhava relatórios e fluxo financeiro. Ele afirma que os valores recebidos pela FGoal eram destinados ao pagamento de prestadores de serviço, o que poderia ser comprovado por registros. As informações, segundo ele, podem ser confirmadas por trocas de e-mails entre a empresa e dirigentes do clube. A carta foi assinada no último dia 14. A empresa acabou retirando o processo. + Leia mais notícias do São Paulo 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo🎧 + Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv

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