A África do Sul conseguiu uma recuperação impressionante dentro do Grupo A da Copa do Mundo 2026. Foi derrotada e jogou muito mal na estreia contra o México, perdia para a República Tcheca até os 37 minutos do 2º tempo. Ressuscitou com o empate na última rodada. Se reinventou para ser mais competitiva e ter condições de superar a Coreia do Sul com uma vitória magra nesta quarta-feira. Ficar sem a bola não é o estilo sul-africano, mas essa alternativa foi se mostrando a mais adequada de acordo com o que o jogo apresentou. Os asiáticos criaram pouco e fizeram transições defensivas ruins. Pegaram o caminho inverso dos adversários. Começaram bem a competição e depois caíram de nível. Terão que esperar para saber se passarão como um dos oito melhores terceiros colocados. Escalações Hugo Broos contou com o retorno do volante Sithole, expulso na estreia. Ele formou o meio com Mbatha e Mofokeng, que enfim recebeu uma chance como titular. Mokoena e Zwane foram desfalques no setor. Jayden Adams perdeu espaço. No ataque, Makgopa foi o centroavante. Rayners ficou no banco. Hong Myung-Bo barrou o astro Son Heung-Min. Oh Hyun-Gyu foi o centroavante. Lee Jae-Sung também foi sacado. Hwang Hee-Chan recebeu oportunidade. Lee Tae-Seok voltou a ser o ala-esquerdo. Como África do Sul e Coreia do Sul iniciaram o duelo válido pela 3ª rodada do Grupo A da Copa do Mundo 2026 Rodrigo Coutinho O jogo A promessa de partida aberta e movimentada se confirmou já nos primeiros minutos em Monterrey. As duas equipes buscaram controlar o adversário com a bola nos pés. Os sul-coreanos conseguiram ser mais perigosos primeiro. Trocavam passes entre os seus três zagueiros para atrair a pressão adversária e rapidamente dar profundidade ao jogo com um lançamento para os seus alas. Hwang in-Beom era o principal responsável por isso. Ele iniciou uma jogada que quase terminou em gols de Lee Kang-In e Oh Hyun-Gyu no mesmo lance. Pouco antes, o zagueiro Kim Min-Jae só não marcou em forte cabeçada por conta da persença de Modiba em cima da linha. Aos poucos os sul-africanos foram entendendo a melhor maneira marcar os asiáticos e assumiram o protagonismo. Sem dar a profundidade desejada pelo adversário, passaram a realizar desarmes entre as duas intermediárias e encaixar contragolpes. Mofokeng, Appolis e Maseko se conectavam rapidamente nessas transições, e a Coreia não conseguia dar uma resposta. Faltou capacidade de definição. Se os Bafana tivessem terminado melhor esses contragolpes, sairiam vencendo para o intervalo. Maseko levou a bola até as proximidades da área três vezes, mas em nenhuma delas concluiu com precisão. Paik Seung-Ho era quem mais errava na Coreia. Lee Kang-In fazia alguns recuos para articular, mas não conseguia conectar passes que pudessem levar sua equipe a produzir. Sithole e Mbatha faziam um ótimo trabalho de marcação no meio-campo. África do Sul x Coreia do Sul Reuters Jogar especificamente no contra-ataque não parecia ser o plano original dos africanos, mas foi a melhor ocasião que apareceu para ser mais perigoso. A Coreia do Sul fez três trocas no intervalo. Paik Seung-Ho deu lugar a Kim Jin-Gyu no centro do campo. Jens Castrop substituiu Lee Tae-Seok na ala-esquerda. No lado esquerdo do ataque, o astro Son entrou no lugar de Hwang Hee-Chan. A Coreia do Sul conseguiu se aproximar mais da área no começo do 2º tempo, mas os erros técnicos impediam a criação de uma chance real. Do lado sul-africano, Maseko seguia retardando a definição de ataques importantes e deixando de ser mais contundente, apesar do volume que imprimia na ponta-direita. O centroavante Oh Hyun-Gyu enfim recebeu uma bola em condições de finalizar e quase abriu o placar aos 15 minutos. Mandou no canto de Williams o cruzamento de Seol Young-Woo e o goleiro fez grande defesa. Hugo Broos sacou Appolis e colocou Moremi na ponta-esquerda. Na primeira vez que o camisa 8 tocou na bola, a África do Sul construiu o seu gol. E ele veio em mais um contragolpe muito bem montado. Makgopa escorou para o cerebral Mofokeng enfiar para Moremi pela esquerda. Ele conduziu com todo o gás e cruzou rasteiro para Maseko, que conseguiu dominar e bater no canto esquerdo de Kim Seung-Gyu. África do Sul x Coreia do Sul - Copa do Mundo REUTERS/Eloisa Sanchez Kim Min-Jae, o principal zagueiro sul-coreano, foi sacado na sequência. O volante Park Jin-Seob entrou como zagueiro. Pouco depois, Hong Myung-Bo fez sua última troca, tirou um centroavante e pôs outro. Cho Gue-Sung foi a campo. Manteve o time com três zagueiros até o final. Nos sul-africanos, um exausto Maseko deu lugar a Rayners. Jayden Adams também substituiu Mofokeng. A reta final da partida foi de pressão total da Coreia do Sul. Transitaram com a bola de um lado a outro, tentando achar combinações pelos flancos e depois cruzar para a área ocupada, mas só conseguiram uma finalização de real perigo. Williams parou a cabeçada de Park Jin-Seob já nos acréscimos. Ime Okon e Mbokazi foram impecáveis protegendo a área.

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