Tinta, união e tradição: moradores resgatam o costume de decorar as ruas para a Copa no Pará
Tinta, união e tradição: moradores resgatam costume de decorar as ruas para Copa no Pará Dizem por aí que a tradição estava se perdendo e que o entusiasmo do brasileiro já não era mais o mesmo. Mas basta dar uma volta por alguns bairros da Grande Belém para perceber que as cores verde e amarelo estão, novamente, ganhando o asfalto. A Copa do Mundo mexe com a memória e a emoção, e para muitos, é a desculpa perfeita para fortalecer laços e criar novas lembranças. Em Benevides, na Região Metropolitana, a influenciadora Lethicia Martins achou que faltava viver uma experiência mais intensa nesta época de Mundial. A ideia de colocar a mão na massa, ou melhor, na tinta, surgiu de forma inusitada após uma conversa em família. O objetivo principal? Criar uma memória inesquecível para o filho pequeno. Preparação da rua em Benevides para Copa do Mundo Reprodução/TV Liberal 📲Clique aqui para seguir o canal do ge PA no WhatsApp ⚽ Siga o ge PA no Instagram -- De noite, a gente estava conversando sobre a Copa e a minha mãe falou que antigamente o pessoal tinha o costume de pintar a rua. Eu nunca tive essa experiência de pintar, e o meu filho muito menos, já que ele é pequenininho. Eu falei que íamos começar na mesma hora. Tinha tinta, meio balde. Com os pincéis na mão e o restinho de tinta, ela foi para a calçada no meio da madrugada. A mãe, dona Dulce, sabe bem que quando a filha cisma com alguma coisa, o melhor a fazer é apoiar. Ela, que guarda na memória os velhos tempos de Mundial, abraçou a ideia. -- Antigamente a gente usava mais as bandeirinhas, colocava aqueles bolos enormes, todo mundo se reunia. Quando ela foi mãe, deu isso na cabeça. Ninguém tira, né? O jeito foi eu aceitar. Ela começou com uma lata de tinta, aí depois começaram a patrocinar e gerou tudo isso. E gerou mesmo. O que começou de forma tímida foi parar nas redes sociais e contagiou toda a rua. Ao verem os vídeos, os vizinhos saíram de casa dispostos a ampliar a "tela" de pintura. A calçada ficou pequena, e a arte foi para o meio da rua. O desafio, no início, foi driblar o trânsito. -- Quando eu saí, os meus vizinhos tinham visto e todo mundo começou a sair das suas casas dizendo: "Não tem que pintar calçada, vai pintar a rua!". No começo foi difícil porque a gente não conseguia fechar um pedaço da via. A gente ia na raça, pintava um pedacinho e corria pra calçada. Quando as pessoas foram vendo que estava tomando forma e ficando bonito, começaram a desviar da gente e dos desenhos. Na Cremação, a festa já começou Se em Benevides a tinta uniu os moradores, no bairro da Cremação, em Belém, a Copa do Mundo é o motivo perfeito para manter vivo o companheirismo. E tudo graças à mobilização do morador Paulo Sérgio, carinhosamente conhecido na área como "Vitelo". Para ele, o clima de união não tem época, mas o Mundial potencializa tudo. "O ano todinho é de festa, mas aqui vamos para cima", garante Vitelo, que encabeça a organização da rua. No bairro da Cremação, em Belém, a vizanhança está animada para o primeiro jogo do Brasil na Copa Reprodução/TV Liberal Os vizinhos se reúnem constantemente para colaborar, arrecadar fundos e festejar, vivendo um verdadeiro clima de nostalgia. O sentimento de gratidão é compartilhado por moradores como José Alencar, que destaca a importância de fazer o bem e manter a comunidade unida através do esporte. Quem não esconde a alegria com a movimentação é Dona Adelina. Uma das moradoras mais antigas da via, ela acompanha tudo de perto e se emociona com a energia da vizinhança. - Antigamente não tinha essa animação. Estou feliz da vida, mas acho que falta enfeitar mais. Com as ruas ganhando os contornos e as cores do Brasil, a ansiedade já toma conta das duas comunidades. A preparação agora é para deixar tudo perfeito para sábado, dia da estreia da Seleção Brasileira na Copa. - É uma expectativa muito grande. Fica uma coisa muito animada — resume a moradora Bruna Vanessa, já no aguardo do apito inicial. A rua, pelo menos, já está pronta para o hexa.
Tinta, união e tradição: moradores resgatam costume de decorar as ruas para Copa no Pará Dizem por aí que a tradição estava se perdendo e que o entusiasmo do brasileiro já não era mais o mesmo. Mas basta dar uma volta por alguns bairros da Grande Belém para perceber que as cores verde e amarelo estão, novamente, ganhando o asfalto. A Copa do Mundo mexe com a memória e a emoção, e para muitos, é a desculpa perfeita para fortalecer laços e criar novas lembranças. Em Benevides, na Região Metropolitana, a influenciadora Lethicia Martins achou que faltava viver uma experiência mais intensa nesta época de Mundial. A ideia de colocar a mão na massa, ou melhor, na tinta, surgiu de forma inusitada após uma conversa em família. O objetivo principal? Criar uma memória inesquecível para o filho pequeno. Preparação da rua em Benevides para Copa do Mundo Reprodução/TV Liberal 📲Clique aqui para seguir o canal do ge PA no WhatsApp ⚽ Siga o ge PA no Instagram -- De noite, a gente estava conversando sobre a Copa e a minha mãe falou que antigamente o pessoal tinha o costume de pintar a rua. Eu nunca tive essa experiência de pintar, e o meu filho muito menos, já que ele é pequenininho. Eu falei que íamos começar na mesma hora. Tinha tinta, meio balde. Com os pincéis na mão e o restinho de tinta, ela foi para a calçada no meio da madrugada. A mãe, dona Dulce, sabe bem que quando a filha cisma com alguma coisa, o melhor a fazer é apoiar. Ela, que guarda na memória os velhos tempos de Mundial, abraçou a ideia. -- Antigamente a gente usava mais as bandeirinhas, colocava aqueles bolos enormes, todo mundo se reunia. Quando ela foi mãe, deu isso na cabeça. Ninguém tira, né? O jeito foi eu aceitar. Ela começou com uma lata de tinta, aí depois começaram a patrocinar e gerou tudo isso. E gerou mesmo. O que começou de forma tímida foi parar nas redes sociais e contagiou toda a rua. Ao verem os vídeos, os vizinhos saíram de casa dispostos a ampliar a "tela" de pintura. A calçada ficou pequena, e a arte foi para o meio da rua. O desafio, no início, foi driblar o trânsito. -- Quando eu saí, os meus vizinhos tinham visto e todo mundo começou a sair das suas casas dizendo: "Não tem que pintar calçada, vai pintar a rua!". No começo foi difícil porque a gente não conseguia fechar um pedaço da via. A gente ia na raça, pintava um pedacinho e corria pra calçada. Quando as pessoas foram vendo que estava tomando forma e ficando bonito, começaram a desviar da gente e dos desenhos. Na Cremação, a festa já começou Se em Benevides a tinta uniu os moradores, no bairro da Cremação, em Belém, a Copa do Mundo é o motivo perfeito para manter vivo o companheirismo. E tudo graças à mobilização do morador Paulo Sérgio, carinhosamente conhecido na área como "Vitelo". Para ele, o clima de união não tem época, mas o Mundial potencializa tudo. "O ano todinho é de festa, mas aqui vamos para cima", garante Vitelo, que encabeça a organização da rua. No bairro da Cremação, em Belém, a vizanhança está animada para o primeiro jogo do Brasil na Copa Reprodução/TV Liberal Os vizinhos se reúnem constantemente para colaborar, arrecadar fundos e festejar, vivendo um verdadeiro clima de nostalgia. O sentimento de gratidão é compartilhado por moradores como José Alencar, que destaca a importância de fazer o bem e manter a comunidade unida através do esporte. Quem não esconde a alegria com a movimentação é Dona Adelina. Uma das moradoras mais antigas da via, ela acompanha tudo de perto e se emociona com a energia da vizinhança. - Antigamente não tinha essa animação. Estou feliz da vida, mas acho que falta enfeitar mais. Com as ruas ganhando os contornos e as cores do Brasil, a ansiedade já toma conta das duas comunidades. A preparação agora é para deixar tudo perfeito para sábado, dia da estreia da Seleção Brasileira na Copa. - É uma expectativa muito grande. Fica uma coisa muito animada — resume a moradora Bruna Vanessa, já no aguardo do apito inicial. A rua, pelo menos, já está pronta para o hexa.
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