Série C: Amazonas perde para o Itabaiana-SE por 2 a 0 no Carlos Zamith O zagueiro Léo Coelho acionou o Amazonas na Justiça do Trabalho da 11ª Região (TRT-11). Em ação protocolada nesta sexta-feira (10), o defensor de 33 anos cobra R$ 8.125.567,16 do clube amazonense, pede a rescisão indireta do contrato e a concessão de uma tutela de urgência para ser liberado imediatamente no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, o que permitiria a assinatura com outro clube enquanto o processo tramita. Na petição, à qual o ge teve acesso por meio do advogado Filipe Souza Rino, que representa o jogador, a defesa sustenta que o atleta convive com cinco meses de salários atrasados, ausência de depósitos de FGTS desde a contratação e pagamento irregular da remuneração por meio de contratos de direito de imagem. As alegações ainda serão analisadas pela Justiça. Cipriano e Rafael Vitor entram na Justiça para deixar o Amazonas por conta de atrasos salariais Léo Coelho chegou ao Amazonas em agosto de 2025, após deixar o Peñarol, do Uruguai, que disputava as oitavas de final da Libertadores. O zagueiro disputou a Série B da temporada passada, quando a equipe acabou rebaixada, e permaneceu no clube em 2026. Neste ano, atuou no Campeonato Amazonense, Copa do Brasil, Copa Verde e Série C. Ao todo, soma 39 partidas, dois gols e uma assistência pela Onça. Léo Coelho aciona o Amazonas na Justiça João Normando/AMFC Segundo a ação, o defensor recebeu inicialmente uma proposta de R$ 160 mil mensais. No entanto, o contrato definitivo teria sido firmado com remuneração de R$ 170.793,92, dividida entre R$ 40 mil registrados na carteira de trabalho, R$ 40 mil pagos a título de direito de imagem pelo Amazonas FC e R$ 90.793,92 pagos pela Onça Sports Ltda. Ainda conforme a petição, após a constituição do Amazonas FC SAF, em dezembro de 2025, o vínculo foi prorrogado até dezembro de 2028. A remuneração passou para R$ 181,8 mil mensais, sendo R$ 80 mil em carteira e R$ 101,8 mil referentes ao direito de imagem pagos pela Onça Sports, além de auxílio-moradia de R$ 5 mil. Processo de Léo Coelho na Justiça contra o Amazonas Reprodução A defesa afirma que o modelo de remuneração violava a Lei Geral do Esporte, uma vez que mais da metade dos vencimentos era paga por meio de contratos de direito de imagem. Segundo o advogado Filipe Souza Rino, esse formato teria sido utilizado para reduzir encargos trabalhistas, motivo pelo qual pede que toda a remuneração seja reconhecida como salário para efeitos legais. Com base no artigo 90 da Lei Geral do Esporte, a ação requer a rescisão indireta do contrato, modalidade aplicada quando o empregador comete falta grave. A defesa sustenta que o atraso reiterado dos salários e a inexistência de depósitos de FGTS autorizam o encerramento imediato do vínculo e, por isso, solicita uma liminar para que a Justiça determine à CBF a baixa do registro de Léo Coelho no BID, evitando que o atleta permaneça impedido de atuar por outro clube enquanto aguarda o julgamento do processo. Léo Coelho está no Amazonas desde a temporada passada João Normando/AMFC Além do Amazonas, a ação inclui o Amazonas FC e SAF e a Onça Sports Ltda, no polo passivo. A defesa pede que as três empresas respondam solidariamente pelas obrigações trabalhistas, sob a alegação de que integram um mesmo grupo econômico e atuaram conjuntamente na administração do contrato e no pagamento da remuneração do jogador. Do valor total da ação, R$ 5.393.400,00 correspondem à cláusula compensatória desportiva, referente aos salários que o jogador entende serem devidos até o fim do contrato. Também são cobrados R$ 1.184.312,05 em direitos de imagem, R$ 726.666,66 em salários atrasados, R$ 225.907,19 relativos a FGTS e multa de 40%, além de férias, 13º salário, auxílio-moradia, multa prevista na CLT e honorários advocatícios. Após o abatimento de valores que a defesa reconhece terem sido pagos pelo clube, a causa foi fixada em R$ 8.125.567,16. Advogado Filipe Rino representa Léo Coleho Redes Sociais O ge procurou o Amazonas para comentar as alegações apresentadas na ação. Até a publicação desta reportagem, não houve manifestação das partes. O espaço permanece aberto e a matéria será atualizada caso haja posicionamento oficial.

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