Entenda como histórico judicial de Sebastián Villa influenciou na convocação da Colômbia
Libertadores 2026: cobrança de falta para fora de Sebastián Villa, do Independiente Rivadavia, contra o Fluminense O tema que mais causou repercussão na seleção colombiana nas últimas semanas foi a ausência de Sebastián Villa na convocação final para a Copa do Mundo de 2026. O atacante estava na lista larga, de até 55 nomes, do técnico Néstor Lorenzo, mas seu histórico judicial gerou pressão externa e apelo popular para que ele não estivesse entre os 26 escolhidos para o mundial. + Convocados da Colômbia para a Copa do Mundo 2026; veja a lista O jogador de 30 anos tem três gols e nove assistências em 20 jogos pelo Independiente Rivadavia, da Argentina, nesta temporada. Ele foi titular nos dois jogos contra o Fluminense, pela fase de grupos da Conmebol Libertadores, e participou da ótima campanha do time, que fez 16 pontos em seis partidas e só não foi o líder geral da primeira fase, porque ficou atrás do Flamengo no saldo de gols. + Veja a tabela da Copa do Mundo Villa joga na Argentina desde 2018, quando passou a defender o Boca Juniors. No início de 2026, ele despertou interesse do River Plate. O bom momento o fez entrar no radar da seleção da Colômbia, e Néstor Lorenzo o incluiu na pré-lista para a Copa do Mundo. + Simulador: como será a caminhada de cada seleção? Sebastián Villa é jogador do Independiente Rivadavia, da Argentina Andres LARROVERE/AFP Condenado por agressão à namorada Foi a partir daí que o nome de Sebastián Villa ganhou projeção na mídia colombiana, com seu histórico judicial como centro do debate. Em junho de 2023, o jogador foi condenado a dois anos e um mês de prisão por ter agredido a então namorada Daniela Cortés, em abril de 2020, durante o período de quarentena pela pandemia de Covid-19. No entanto, ele não foi preso, já que a Justiça Argentina permite que sentenciados a menos de três anos cumpram a pena em liberdade, desde que obedeçam a certos requisitos. No caso de Villa, ele não podia ter contato com Daniela e sua família e teve que se abster de drogas e bebidas alcoólicas, realizar tratamento psicológico e arcar com o processo que custou 2.501 pesos (pouco mais de R$ 50 na cotação da época). Em 2021, ele foi denunciado por outra mulher por abuso sexual, mas foi considerado inocente após a promotoria e a denunciante retirarem a acusação. A discussão tomou conta dos programas esportivos colombianos, porque parte da imprensa entendia que Villa merecia estar entre os 26 pelo desempenho esportivo, enquanto outra parte considerava impossível ignorar o desgaste institucional da convocação. Sebastián Villa era jogador do Boca Juniors quando foi condenado por agressão à namorada Marcelo Endelli/Getty Images A chefe da Defensoria do Povo da Colômbia, Iris Marín, enviou uma carta à Federação Colombiana de Futebol questionando a pré-convocação de Villa: – A discussão não é apenas esportiva. Villa foi condenado judicialmente por atos de violência baseada em gênero e enfrentou uma acusação de abuso sexual. Esses antecedentes não podem ser resumidos a problemas pessoais nem completamente separados da responsabilidade pública que implica vestir a camisa da Colômbia em uma Copa do Mundo – afirmou a defensora na carta. O nome de Sebastián Villa não foi confirmado na lista final da Colômbia, divulgada no dia 25 de maio. A imprensa local registrou que o histórico judicial foi mais determinante do que a avaliação técnica para que o jogador não fosse convocado. Uma das razões foi a de que patrocinadores pressionaram a Federação Colombiana, que temeu prejudicar a imagem da seleção. Versões do jogador e do técnico Durante o programa "El Camerino", apresentado pelos ex-jogadores Macnelly Torres, Andrés Cadavid e Orlando Berrío, Sebastián Villa disse ter certeza de que seria convocado para a Copa do Mundo. O atacante, que minimizou a polêmica sobre sua condenação, afirmou que, antes da divulgação da convocação definitiva, recebeu uma ligação que indicava que ele seria chamado. Villa mandou uma indireta para o treinador da seleção colombiana. — Eu ouvi vocês falando sobre os assuntos judiciais e todas essas coisas, mas eu não tenho nenhum problema com a Justiça. Posso mostrar meu histórico processual, estou livre. É por isso que eu viajo para qualquer lugar do mundo. Já vi gente dizendo que eu não posso entrar nos Estados Unidos, mas eu não tenho nenhum problema com isso — disse ele, que acrescentou: — O que eu não gostei foi que uma pessoa me ligou, me disse certas coisas na frente da minha esposa e, no final, não cumpriu nada do que falou. Essa pessoa me ligou e disse por códigos, coloquei a ligação no viva-voz diante da minha esposa, mas enfim, isso já passou. Néstor Lorenzo, técnico da Colômbia Maddie Meyer/Getty Images via AFP Néstor Lorenzo comentou o assunto em entrevista ao programa "Noticias Caracol" e disse que a ausência de Sebastián Villa se deu por motivos técnicos, principalmente porque ele não pôde testar o jogador nas últimas partidas da seleção colombiana, em março. — Há temas que precisam ser debatidos dentro de casa. A questão do Sebastián foi dura por causa do que ouvi, acho que ele não merecia isso. Acho que errei ao expô-lo. Vi que as pessoas pensavam de forma diferente, homens e mulheres pensavam de forma diferente. E me parece que nunca chegarão a um acordo sobre isso. A decisão foi futebolística. Ele não pôde estar conosco pelo tempo que precisávamos, o contexto não o ajudou — explicou Néstor Lorenzo. A Colômbia terá mais um amistoso antes da Copa do Mundo: enfrenta a Jordânia, no dia 7, em San Diego, nos Estados Unidos. A estreia no Grupo K do Mundial será no dia 17 de junho, contra o Uzbequistão, na Cidade do México (México).
Libertadores 2026: cobrança de falta para fora de Sebastián Villa, do Independiente Rivadavia, contra o Fluminense O tema que mais causou repercussão na seleção colombiana nas últimas semanas foi a ausência de Sebastián Villa na convocação final para a Copa do Mundo de 2026. O atacante estava na lista larga, de até 55 nomes, do técnico Néstor Lorenzo, mas seu histórico judicial gerou pressão externa e apelo popular para que ele não estivesse entre os 26 escolhidos para o mundial. + Convocados da Colômbia para a Copa do Mundo 2026; veja a lista O jogador de 30 anos tem três gols e nove assistências em 20 jogos pelo Independiente Rivadavia, da Argentina, nesta temporada. Ele foi titular nos dois jogos contra o Fluminense, pela fase de grupos da Conmebol Libertadores, e participou da ótima campanha do time, que fez 16 pontos em seis partidas e só não foi o líder geral da primeira fase, porque ficou atrás do Flamengo no saldo de gols. + Veja a tabela da Copa do Mundo Villa joga na Argentina desde 2018, quando passou a defender o Boca Juniors. No início de 2026, ele despertou interesse do River Plate. O bom momento o fez entrar no radar da seleção da Colômbia, e Néstor Lorenzo o incluiu na pré-lista para a Copa do Mundo. + Simulador: como será a caminhada de cada seleção? Sebastián Villa é jogador do Independiente Rivadavia, da Argentina Andres LARROVERE/AFP Condenado por agressão à namorada Foi a partir daí que o nome de Sebastián Villa ganhou projeção na mídia colombiana, com seu histórico judicial como centro do debate. Em junho de 2023, o jogador foi condenado a dois anos e um mês de prisão por ter agredido a então namorada Daniela Cortés, em abril de 2020, durante o período de quarentena pela pandemia de Covid-19. No entanto, ele não foi preso, já que a Justiça Argentina permite que sentenciados a menos de três anos cumpram a pena em liberdade, desde que obedeçam a certos requisitos. No caso de Villa, ele não podia ter contato com Daniela e sua família e teve que se abster de drogas e bebidas alcoólicas, realizar tratamento psicológico e arcar com o processo que custou 2.501 pesos (pouco mais de R$ 50 na cotação da época). Em 2021, ele foi denunciado por outra mulher por abuso sexual, mas foi considerado inocente após a promotoria e a denunciante retirarem a acusação. A discussão tomou conta dos programas esportivos colombianos, porque parte da imprensa entendia que Villa merecia estar entre os 26 pelo desempenho esportivo, enquanto outra parte considerava impossível ignorar o desgaste institucional da convocação. Sebastián Villa era jogador do Boca Juniors quando foi condenado por agressão à namorada Marcelo Endelli/Getty Images A chefe da Defensoria do Povo da Colômbia, Iris Marín, enviou uma carta à Federação Colombiana de Futebol questionando a pré-convocação de Villa: – A discussão não é apenas esportiva. Villa foi condenado judicialmente por atos de violência baseada em gênero e enfrentou uma acusação de abuso sexual. Esses antecedentes não podem ser resumidos a problemas pessoais nem completamente separados da responsabilidade pública que implica vestir a camisa da Colômbia em uma Copa do Mundo – afirmou a defensora na carta. O nome de Sebastián Villa não foi confirmado na lista final da Colômbia, divulgada no dia 25 de maio. A imprensa local registrou que o histórico judicial foi mais determinante do que a avaliação técnica para que o jogador não fosse convocado. Uma das razões foi a de que patrocinadores pressionaram a Federação Colombiana, que temeu prejudicar a imagem da seleção. Versões do jogador e do técnico Durante o programa "El Camerino", apresentado pelos ex-jogadores Macnelly Torres, Andrés Cadavid e Orlando Berrío, Sebastián Villa disse ter certeza de que seria convocado para a Copa do Mundo. O atacante, que minimizou a polêmica sobre sua condenação, afirmou que, antes da divulgação da convocação definitiva, recebeu uma ligação que indicava que ele seria chamado. Villa mandou uma indireta para o treinador da seleção colombiana. — Eu ouvi vocês falando sobre os assuntos judiciais e todas essas coisas, mas eu não tenho nenhum problema com a Justiça. Posso mostrar meu histórico processual, estou livre. É por isso que eu viajo para qualquer lugar do mundo. Já vi gente dizendo que eu não posso entrar nos Estados Unidos, mas eu não tenho nenhum problema com isso — disse ele, que acrescentou: — O que eu não gostei foi que uma pessoa me ligou, me disse certas coisas na frente da minha esposa e, no final, não cumpriu nada do que falou. Essa pessoa me ligou e disse por códigos, coloquei a ligação no viva-voz diante da minha esposa, mas enfim, isso já passou. Néstor Lorenzo, técnico da Colômbia Maddie Meyer/Getty Images via AFP Néstor Lorenzo comentou o assunto em entrevista ao programa "Noticias Caracol" e disse que a ausência de Sebastián Villa se deu por motivos técnicos, principalmente porque ele não pôde testar o jogador nas últimas partidas da seleção colombiana, em março. — Há temas que precisam ser debatidos dentro de casa. A questão do Sebastián foi dura por causa do que ouvi, acho que ele não merecia isso. Acho que errei ao expô-lo. Vi que as pessoas pensavam de forma diferente, homens e mulheres pensavam de forma diferente. E me parece que nunca chegarão a um acordo sobre isso. A decisão foi futebolística. Ele não pôde estar conosco pelo tempo que precisávamos, o contexto não o ajudou — explicou Néstor Lorenzo. A Colômbia terá mais um amistoso antes da Copa do Mundo: enfrenta a Jordânia, no dia 7, em San Diego, nos Estados Unidos. A estreia no Grupo K do Mundial será no dia 17 de junho, contra o Uzbequistão, na Cidade do México (México).
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