Shogun e Glover Teixeira se enfrentam no Spaten Fight Night 3 Aposentado do MMA desde 2023, Glover Teixeira vai voltar a calçar as luvas no dia 29 de agosto, quando fará uma luta de boxe contra Maurício Shogun no combate principal do Spaten Fight Night 3, em São Paulo. Em entrevista ao Combate, o ex-campeão do UFC comemorou a chance de voltar à ação e o fato de enfrentar um lutador que também teve o cinturão do evento, além de ser a oportunidade de participar de um duelo que havia ficado apenas na imaginação dos fãs. - Eu sempre assisti os eventos da Spaten e queria ter a oportunidade de um dia lutar, e aí surgiu essa oportunidade, ainda mais com o Shogun, um cara que a gente ficou de lutar algumas vezes no UFC, mas nunca aconteceu. Estou feliz pra caramba, estou empolgado. A gente aposenta, mas a gente fica ali naquela, no primeiro ano, aposentado, depois vai passando… Igual agora, eu estou sendo treinador, mas a gente sempre tem a vontade de lutar, está dentro do DNA. Então, quando eu recebi (o convite pra lutar), eu fiquei feliz pra caramba e agora que eu tô vendo que o processo está realmente indo, vai realmente acontecer, contrato assinado, essas coisas todas, eu estou empolgadaço. Glover Teixeira Getty Images Siga o canal de MMA, boxe e outras lutas do ge no WhatsApp Flávio Canto destaca estreia do judô no Spaten Fight Night: "Não tem caráter de exibição" Lutar nas regras do boxe será uma experiência nova para os dois lutadores. Glover admite que isso irá tirar algumas das principais armas que os fizeram brilhar no MMA, mas se empolga pela possibilidade de lutar no esporte de um dos seus ídolos. - Eu não vou poder fazer o meu wrestling, mas também o Shogun não vai poder dar as joelhadas dele, os chutes. Então ficou na mesma. A gente vai sair na mão no boxe. Eu sempre fui fã do Mike Tyson, treinando boxe para caramba, vocês sabem o meu jogo, é boxe e wrestling. Ter essa oportunidade de lutar boxe é muito legal. Eu tô muito grato a Spaten pelo que está acontecendo na minha vida, de ter a oportunidade de sair na mão com 46 anos e fazer mais um show pra galera. Muita gente nesses anos está sempre me perguntando: "E aí? Quando é que vai sair a luta? Vai fazer mais nada não? Você fez um grappling, pô, tá todo mundo lutando, a gente quer ver o Glovão mais uma vez". E tá aí a oportunidade. Embora não exista nenhuma animosidade entre eles, tampouco qualquer tipo de trash talking, Glover garante que o duelo não será de exibição, e que vai buscar o nocaute em cima do ringue. - Exibição? Eu não estou sabendo de nada, não. Vou cair pra dentro nessa luta com o Shogun. Vou me preparar pra caramba e sair na mão, buscar o nocaute, como sempre fiz em todas as minhas lutas. Chegar lá sério, treinar. Respeito o Shogun, acho que é um tremendo lutador, por isso que eu tô entusiasmado com isso. E eu sei que eu vou ter que treinar muito, porque ele é um cara muito duro. Desde sua aposentadoria como lutador em janeiro de 2023, Glover não está totalmente afastado das lutas, muito pelo contrário, afinal é o treinador de Alex Poatan, e está ao lado do seu discípulo em todos os combates dele no UFC. Além disso, aproveita para treinar com os lutadores de sua academia, embora admita que tem uma certa regalia nessa função. - Eu tô treinando a galera, vocês sabem que eu sou coach do Poatan e de vários outros na academia. Estou muito focado na minha academia. Mas a gente tá sempre ali fazendo a preparação, treinando com os leões, então a gente tem que ser leão também. Eu não saí da academia, eu tô sempre ali no esporte. É claro que não tem mais aquela pressão de ter que treinar. Às vezes a gente chega quebrado, e brinco com os caras. Eles falam assim: "Hoje eu tô quebrado", e eu falo: "Eu também estou, mas a diferença é que eu não preciso treinar, vocês sim, né? Então eu vou dar uma descansada hoje”. E aposentado é isso aí, a gente tá vivendo o momento que a gente trabalhou tanto. Durante 20 anos eu lutei, mas sempre treinando. Agora, com essa luta aí, acendeu esse fogo de novo, pra voltar a treinar mais, ter mais essa dedicação, ter mais essa disciplina. E eu tô com saudade disso. Quando eu me aposentei foi legal porque já não queria mais a disciplina de perder peso. Eu lutei de meio-pesado a vida toda, então tinha que estar sempre disciplinando, olhando o que a gente vai comer e tal, então eu saí disso um pouco, dessa pressão. Mas a gente volta a isso e dá essa alegria de novo, é como uma nostalgia. Dá aquela saudade, aquela vontade. Eu simplesmente estou feliz pra caramba. A felicidade do lutador mineiro é ainda maior quando perguntado sobre a nova luta ser no Brasil, e ele não esconde a satisfação por esse momento. - No Brasil é sempre legal, a galera do Brasil sempre me apoiou pra caramba. Eu sou bem vindo no Brasil toda vez que eu vou a todos os lugares, a galera falando da minha carreira: "Ah, você é uma lenda, Glover, você é o cara" e essa energia da galera é muito legal. Acho que eu sou um um cara respeitado no mundo todo, mas o Brasil realmente tem esse esse gosto especial porque é a nossa terra. Minha família vai estar assistindo, todos os amigos. É bom demais. Assine o Combate e veja o melhor do mundo das lutas

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