O comandante da DIC, Rui Costa, disse à Lusa que esta reestruturação tem como objetivo central colocar todas as esquadras de investigação criminal do Comando Metropolitano de Lisboa "na dependência funcional da DIC, promovendo uma direção técnica mais integrada, uniforme e especializada da atividade de investigação criminal".

Segundo Rui Costa, a investigação criminal na zona da Grande Lisboa passa a ter "um comando único", deixando de existir uma estrutura mais local para estarem todas as esquadras dependentes da DIC, que passa a ser "o interlocutor único com o Ministério Público".

O comandante da DIC disse também que os recursos da investigação criminal na Grande Lisboa deixam de estar circunscritos à área da esquadra, passando a ser direcionados para investigar qualquer fenómeno em toda a região de Lisboa.

De acordo com a PSP, o processo, que começou esta semana, será desenvolvido de forma faseada, prevendo-se que esteja concluído no início de outubro, momento em que todas as esquadras de investigação criminal passarão a funcionar sob essa dependência funcional.

Rui Costa indicou que esta reestruturação começou na esquadra de Oeiras, seguindo-se Amadora, Cascais, Sintra, Loures, Odivelas, Vila Franca de Xira e Torres Vedras.

Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública refere que este processo estava em estudo há cerca de um ano, pretendendo esta reorganização "reforçar a coesão, a homogeneidade e a eficácia da investigação criminal no Comando Metropolitano de Lisboa" e garantir "uma resposta mais coordenada, célere e ajustada à evolução dos fenómenos criminais".

Esta força de segurança salienta que neste contexto "assumem especial relevância a capacidade de reação imediata e a investigação da criminalidade itinerante, áreas em que se impõe uma atuação articulada e transversal a todo o dispositivo metropolitano da PSP".

A PSP refere ainda que este projeto já foi apresentado à procuradora-geral distrital de Lisboa, coordenadores das comarcas de Lisboa, Lisboa Norte e Lisboa Oeste e aos diretores dos Departamentos de Investigação e Ação Penal daquelas comarcas.

No plano operacional, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP definiu como prioridades a prevenção e o combate aos roubos, à violência doméstica e ao tráfico de estupefacientes.

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