Technology
“Nós somos Xbox”: o mito dos renegados que Asha Sharma quer resgatar
A CEO da Xbox, Asha Sharma, sabe a dor que os jogadores têm enfrentado nos últimos anos. Em seu último memorando, ela admitiu que entende a frustração e promete reposicionar toda a marca para uma nova direção. Para ela, chega de Microsoft Gaming. Agora, “nós somos Xbox”. Quem é Asha Sharma? Conheça a nova CEO da Xbox Xbox Helix: tudo sobre preço, lançamento e especificações do novo console Em sua declaração, a executiva também assume que eles sempre “foram diferentes”. Porém, isso não significa que a companhia adotará um tom mais nostálgico para prosseguir, mas sim que vão investir em um retorno do peso que o X carrega, tanto como rebranding quanto como um resgate cultural. O que ela prepara é mais do que um concorrente à altura para o PS5 ou para o futuro PlayStation 6. Sharma quer fazer dos “renegados” o novo motor para o futuro da indústria dos jogos. E não temos apenas o primeiro passo, mas sim as primeiras turbinas ligadas para levá-los diretamente adiante. - Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. - O que “diferente” quer dizer e por que isso virou munição? Quando Sharma clama que “o Xbox sempre foi diferente”, significa que nem sempre eles estiveram na vanguarda da indústria. Na verdade, eles não estavam nem entre as prioridades da própria Microsoft no começo de sua trajetória, antes de 2001. Asha Sharma e Matt Booty querem fazer com que o Xbox volte aos trilhos (Imagem: Divulgçação/Microsoft) No momento que a CEO da companhia assume que eles voltarão para essa mentalidade, significa mais do que “vamos retornar ao começo”. O movimento aponta para mudanças significativas em suas movimentações dentro do mercado. Já vimos alguns resultados disso, como a redução no valor do Xbox Game Pass Ultimate e o fim da campanha “isso é um Xbox”, que fragmentava a marca. A situação era tão crítica que havia até um comercial que mostrava tudo, menos o console e seu serviço, que viram meros “detalhes” dentro de toda a peça publicitária. Asha Sharma quer abrir uma narrativa de ousadia, com uma completa revisão do modelo de negócios que eles seguiam até então e sua estratégia na indústria. Nem mesmo os lançamentos multiplataforma estão a salvo, já que a promessa é que cada pequeno detalhe da antiga gestão seja revisto. O plano é simples: “diferentes” para legitimar a mudança que desejam aplicar e o “nós somos Xbox” para unificar a sua identidade, processos e produtos. A intenção é que tudo seja apontado em uma direção só e volte a acertar — como foi no passado, diga-se de passagem. Os renegados do Xbox A Microsoft nunca quis trabalhar com videogames. Seus projetos sempre envolveram outras prioridades, que estavam muito acima de conceber Halo, Forza, Gears of War e outras franquias de sucesso. Para os executivos, isso era trabalho de companhias como a Nintendo, SEGA e Sony Interactive Entertainment. Porém, uma equipe muito teimosa insistia na ideia. O objetivo era claro: levar todo o know-how e ecossistema da Microsoft para os jogos eletrônicos e criar um grande ambiente online, aproveitando-se justamente da ascensão da internet, entre o fim dos anos 1990 e início dos 2000. De um lado, funcionários que bateram nessa tecla exaustivamente. Do outro, corporativistas que não viam sentido em entrar neste universo. O projeto que “quase não aconteceu” foi movimentado para um início experimental e que ninguém tinha quaisquer pretensões. Um teste e só. Por que se chama Xbox? Os primeiros passos do projeto O projeto, que começou de forma tímida e levou alguns anos, tinha o codinome de “DirectX Box”. A ideia era clara: levar a lógica do PC e do DirectX diretamente para a sala dos consumidores. Uma das ordens era que o time deveria manter o DNA dos computadores e ser uma “ponte” entre os dois mundos. O Xbox nasceu do nome "DirectX Box" (Imagem: Reprodução/Microsoft) E, por muito tempo, o time trabalhou sob essa premissa. Porém, abandonaram a ideia ao longo do projeto e produziram um sistema “fechado” — do mesmo modo que era visto em outros videogames, como o PlayStation 2, Nintendo 64 e outros que lideravam o mercado na época. Deste modo, não fazia mais sentido ter o DirectX Box como codinome do projeto. Sem abandonar suas origens, só cortaram o “Direct” e uniram o "X" ao "box", formando o "Xbox" como conhecemos hoje em dia. Ele seria outra coisa a partir dali, mas ainda existiam desafios a serem vencidos no caminho. O massacre de Bill Gates Imagine falar para o seu patrão que o software que ele criou e levou sua empresa toda para o sucesso será descartado? Pois é, foi exatamente o que o time que trabalhava no Xbox teve de fazer em uma reunião — que chamam “carinhosamente” de O Massacre do Dia dos Namorados. Marcada para o dia 14 de fevereiro (quando se celebra a data nos Estados Unidos), a equipe se reuniu e aguardou pela chegada do poderoso Bill Gates. Porém, quando o executivo chegou, notaram que ele estava furioso com a ideia que tiveram e com todas as mudanças que realizaram no conceito original. Ao IGN, o cocriador do console, Ed Fries, revelou como foi a reunião e o que tiveram de lidar por horas: “Eram 16h do Dia dos Namorados. Bill entrou enquanto segurava a apresentação no Powerpoint e gritava ‘isto é um verdadeiro insulto para tudo o que fiz nessa companhia’ e esse foi apenas o começo. Olhamos para J. Allard (diretor e designer do Xbox), porque sabíamos que ele estava irado por causa do Windows, nos esquecemos de atualizá-lo ‘pré-desastre’. O J ficou chocado por um minuto, Bill gritava comigo e me interrompia, Robbie interferiu e foi interrompido também. Ballmer apareceu e disse que perderíamos muito dinheiro e nos deu uma bronca, o relógio já corria para 17h, 18h”, afirmou. “Passamos anos trabalhando nisso e olhávamos um para o outro, enquanto tentávamos convencê-los que seria o melhor plano. Até que um dos participantes levantou as mãos e perguntou ‘e quanto à Sony?’. Ele continuou a informar ‘Sony está lentamente invadindo a sala de estar com processadores aqui, softwares ali e podem se tornar uma ameaça para a Microsoft’. Bill e Steve pararam e olharam um para o outro. Questionaram novamente, quando Bill se virou e disse ‘vou dar a vocês tudo o que precisarem’. Ballmer repetiu a mesma coisa. Me virei para Robbie e disse que aquela foi a reunião mais estranha na qual estive”, revelou Ed Fries. O Xbox “quase” não nasceu. A Microsoft não aceitou bem a ideia, mas ela tinha um potencial para disputar espaço com a Sony — que não estava tão distante deles quanto Bill Gates imaginava. Se não fosse por isso, o projeto teria sido descartado e jogado para baixo do tapete. O time era visto como “párias”, já que pediam bilhões de dólares e colocavam a marca em risco para disputar mercado com marcas consolidadas pela concorrência. No entanto, para não terem seu território invadido, eles toparam ainda assim. Ele não foi adiante por hobby, mas sim pela estratégia corporativa. O “diferente” que virou produto Com toda a aposta da Microsoft e de um time “fora da curva” no Xbox, eles trouxeram pilares que se tornaram um grande padrão dentro da indústria de games. Para mencionar alguns, a identidade online, serviços e a construção de um ecossistema eram ideias do seu conceito original. E como isso conversa com o movimento atual de Asha Sharma? Eles já têm um produto, que é o console de mesa. Estúdios que produzem títulos, para ele e outras plataformas. Serviços com Xbox Game Pass, Cloud Gaming e outros. Para qual direção ela vai correr agora? Simples: ela afirma no memorando que a plataforma será “onde o mundo joga e cria”. A proposta é colocar tudo sob o mesmo patamar: serviços e experiências terão o mesmo peso de hardware e conteúdo, o que pode fazê-los ultrapassar as limitações atuais e entregar algo “além” da visão comum. Por que o mito dos “renegados” voltou em 2026? Uma grande reestruturação, como a organizada pela executiva, exige uma narrativa. Eles não podem se dar ao direito que a Ubisoft teve, de falar que “vamos mudar porque queremos mudar”. Exige uma história, que funcione tanto para o público quanto para a Microsoft no geral. Falar que eles são “diferentes” aciona um atalho emocional nos fãs. Porém, isso também significa um código cultural para os funcionários. Mostra que ela pode não seguir literalmente cada ordem, mas tomar caminhos que sejam os melhores para a plataforma — claro, com coesão e equilíbrio. No centro de todo este debate estará o Xbox Helix (Imagem: Divulgação/Microsoft) Isso também auxilia na tomada de decisões mais difíceis, como o reposicionamento da marca e a revisão da disponibilidade de seus jogos no formato multiplataforma. Ela não vai se recusar a seguir as ordens de Satya Nadella, atual presidente da Microsoft. Porém, terá mais “poder” de resposta para discutirem as ideias. Ao menos inicialmente, eles conseguiram o que desejavam: o clamor da comunidade de um lado, a “liberdade” do caminho que a Microsoft os direcionava do outro. Mesmo que a companhia tenha poder sobre Asha Sharma e Xbox, eles conquistaram tempo para mostrar que podem recuperar prestígio e, principalmente, dinheiro. O “errado” que deu certo O Xbox nasceu como uma exceção, um projeto que não combinava em nada com a companhia a qual pertence. O próprio Bill Gates foi contra as decisões tomadas ao seu redor, assim como os executivos enxergavam a iniciativa com descrença. E, de onde não se esperava nada, ele ganhou forças e ganhou o mundo. A intenção de Asha Sharma é trazer essa sensação novamente, de que eles são “diferentes” para a Microsoft e para o mercado. Usar o passado como base para criarem um novo caminho, com um potencial até maior do que antigamente — já que, na época, eles sequer tinham o sucesso do produto como vemos hoje. Porém, é possível ser tão diferente assim hoje em dia? Com escala, usuários ativos diariamente, “onipresença” no mercado de consoles, serviços e jogos e tudo mais o que já virou marca registrada do Xbox? É uma aposta alta e uma equação que eles precisam resolver para seguir adiante. Leia a matéria no Canaltech.
CA CanaltechUpdated 3h ago9 min read
A CEO da Xbox, Asha Sharma, sabe a dor que os jogadores têm enfrentado nos últimos anos. Em seu último memorando, ela admitiu que entende a frustração e promete reposicionar toda a marca para uma nova direção. Para ela, chega de Microsoft Gaming. Agora, “nós somos Xbox”. Quem é Asha Sharma? Conheça a nova CEO da Xbox Xbox Helix: tudo sobre preço, lançamento e especificações do novo console Em sua declaração, a executiva também assume que eles sempre “foram diferentes”. Porém, isso não significa que a companhia adotará um tom mais nostálgico para prosseguir, mas sim que vão investir em um retorno do peso que o X carrega, tanto como rebranding quanto como um resgate cultural. O que ela prepara é mais do que um concorrente à altura para o PS5 ou para o futuro PlayStation 6. Sharma quer fazer dos “renegados” o novo motor para o futuro da indústria dos jogos. E não temos apenas o primeiro passo, mas sim as primeiras turbinas ligadas para levá-los diretamente adiante. - Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. - O que “diferente” quer dizer e por que isso virou munição? Quando Sharma clama que “o Xbox sempre foi diferente”, significa que nem sempre eles estiveram na vanguarda da indústria. Na verdade, eles não estavam nem entre as prioridades da própria Microsoft no começo de sua trajetória, antes de 2001. Asha Sharma e Matt Booty querem fazer com que o Xbox volte aos trilhos (Imagem: Divulgçação/Microsoft) No momento que a CEO da companhia assume que eles voltarão para essa mentalidade, significa mais do que “vamos retornar ao começo”. O movimento aponta para mudanças significativas em suas movimentações dentro do mercado. Já vimos alguns resultados disso, como a redução no valor do Xbox Game Pass Ultimate e o fim da campanha “isso é um Xbox”, que fragmentava a marca. A situação era tão crítica que havia até um comercial que mostrava tudo, menos o console e seu serviço, que viram meros “detalhes” dentro de toda a peça publicitária. Asha Sharma quer abrir uma narrativa de ousadia, com uma completa revisão do modelo de negócios que eles seguiam até então e sua estratégia na indústria. Nem mesmo os lançamentos multiplataforma estão a salvo, já que a promessa é que cada pequeno detalhe da antiga gestão seja revisto. O plano é simples: “diferentes” para legitimar a mudança que desejam aplicar e o “nós somos Xbox” para unificar a sua identidade, processos e produtos. A intenção é que tudo seja apontado em uma direção só e volte a acertar — como foi no passado, diga-se de passagem. Os renegados do Xbox A Microsoft nunca quis trabalhar com videogames. Seus projetos sempre envolveram outras prioridades, que estavam muito acima de conceber Halo, Forza, Gears of War e outras franquias de sucesso. Para os executivos, isso era trabalho de companhias como a Nintendo, SEGA e Sony Interactive Entertainment. Porém, uma equipe muito teimosa insistia na ideia. O objetivo era claro: levar todo o know-how e ecossistema da Microsoft para os jogos eletrônicos e criar um grande ambiente online, aproveitando-se justamente da ascensão da internet, entre o fim dos anos 1990 e início dos 2000. De um lado, funcionários que bateram nessa tecla exaustivamente. Do outro, corporativistas que não viam sentido em entrar neste universo. O projeto que “quase não aconteceu” foi movimentado para um início experimental e que ninguém tinha quaisquer pretensões. Um teste e só. Por que se chama Xbox? Os primeiros passos do projeto O projeto, que começou de forma tímida e levou alguns anos, tinha o codinome de “DirectX Box”. A ideia era clara: levar a lógica do PC e do DirectX diretamente para a sala dos consumidores. Uma das ordens era que o time deveria manter o DNA dos computadores e ser uma “ponte” entre os dois mundos. O Xbox nasceu do nome "DirectX Box" (Imagem: Reprodução/Microsoft) E, por muito tempo, o time trabalhou sob essa premissa. Porém, abandonaram a ideia ao longo do projeto e produziram um sistema “fechado” — do mesmo modo que era visto em outros videogames, como o PlayStation 2, Nintendo 64 e outros que lideravam o mercado na época. Deste modo, não fazia mais sentido ter o DirectX Box como codinome do projeto. Sem abandonar suas origens, só cortaram o “Direct” e uniram o "X" ao "box", formando o "Xbox" como conhecemos hoje em dia. Ele seria outra coisa a partir dali, mas ainda existiam desafios a serem vencidos no caminho. O massacre de Bill Gates Imagine falar para o seu patrão que o software que ele criou e levou sua empresa toda para o sucesso será descartado? Pois é, foi exatamente o que o time que trabalhava no Xbox teve de fazer em uma reunião — que chamam “carinhosamente” de O Massacre do Dia dos Namorados. Marcada para o dia 14 de fevereiro (quando se celebra a data nos Estados Unidos), a equipe se reuniu e aguardou pela chegada do poderoso Bill Gates. Porém, quando o executivo chegou, notaram que ele estava furioso com a ideia que tiveram e com todas as mudanças que realizaram no conceito original. Ao IGN, o cocriador do console, Ed Fries, revelou como foi a reunião e o que tiveram de lidar por horas: “Eram 16h do Dia dos Namorados. Bill entrou enquanto segurava a apresentação no Powerpoint e gritava ‘isto é um verdadeiro insulto para tudo o que fiz nessa companhia’ e esse foi apenas o começo. Olhamos para J. Allard (diretor e designer do Xbox), porque sabíamos que ele estava irado por causa do Windows, nos esquecemos de atualizá-lo ‘pré-desastre’. O J ficou chocado por um minuto, Bill gritava comigo e me interrompia, Robbie interferiu e foi interrompido também. Ballmer apareceu e disse que perderíamos muito dinheiro e nos deu uma bronca, o relógio já corria para 17h, 18h”, afirmou. “Passamos anos trabalhando nisso e olhávamos um para o outro, enquanto tentávamos convencê-los que seria o melhor plano. Até que um dos participantes levantou as mãos e perguntou ‘e quanto à Sony?’. Ele continuou a informar ‘Sony está lentamente invadindo a sala de estar com processadores aqui, softwares ali e podem se tornar uma ameaça para a Microsoft’. Bill e Steve pararam e olharam um para o outro. Questionaram novamente, quando Bill se virou e disse ‘vou dar a vocês tudo o que precisarem’. Ballmer repetiu a mesma coisa. Me virei para Robbie e disse que aquela foi a reunião mais estranha na qual estive”, revelou Ed Fries. O Xbox “quase” não nasceu. A Microsoft não aceitou bem a ideia, mas ela tinha um potencial para disputar espaço com a Sony — que não estava tão distante deles quanto Bill Gates imaginava. Se não fosse por isso, o projeto teria sido descartado e jogado para baixo do tapete. O time era visto como “párias”, já que pediam bilhões de dólares e colocavam a marca em risco para disputar mercado com marcas consolidadas pela concorrência. No entanto, para não terem seu território invadido, eles toparam ainda assim. Ele não foi adiante por hobby, mas sim pela estratégia corporativa. O “diferente” que virou produto Com toda a aposta da Microsoft e de um time “fora da curva” no Xbox, eles trouxeram pilares que se tornaram um grande padrão dentro da indústria de games. Para mencionar alguns, a identidade online, serviços e a construção de um ecossistema eram ideias do seu conceito original. E como isso conversa com o movimento atual de Asha Sharma? Eles já têm um produto, que é o console de mesa. Estúdios que produzem títulos, para ele e outras plataformas. Serviços com Xbox Game Pass, Cloud Gaming e outros. Para qual direção ela vai correr agora? Simples: ela afirma no memorando que a plataforma será “onde o mundo joga e cria”. A proposta é colocar tudo sob o mesmo patamar: serviços e experiências terão o mesmo peso de hardware e conteúdo, o que pode fazê-los ultrapassar as limitações atuais e entregar algo “além” da visão comum. Por que o mito dos “renegados” voltou em 2026? Uma grande reestruturação, como a organizada pela executiva, exige uma narrativa. Eles não podem se dar ao direito que a Ubisoft teve, de falar que “vamos mudar porque queremos mudar”. Exige uma história, que funcione tanto para o público quanto para a Microsoft no geral. Falar que eles são “diferentes” aciona um atalho emocional nos fãs. Porém, isso também significa um código cultural para os funcionários. Mostra que ela pode não seguir literalmente cada ordem, mas tomar caminhos que sejam os melhores para a plataforma — claro, com coesão e equilíbrio. No centro de todo este debate estará o Xbox Helix (Imagem: Divulgação/Microsoft) Isso também auxilia na tomada de decisões mais difíceis, como o reposicionamento da marca e a revisão da disponibilidade de seus jogos no formato multiplataforma. Ela não vai se recusar a seguir as ordens de Satya Nadella, atual presidente da Microsoft. Porém, terá mais “poder” de resposta para discutirem as ideias. Ao menos inicialmente, eles conseguiram o que desejavam: o clamor da comunidade de um lado, a “liberdade” do caminho que a Microsoft os direcionava do outro. Mesmo que a companhia tenha poder sobre Asha Sharma e Xbox, eles conquistaram tempo para mostrar que podem recuperar prestígio e, principalmente, dinheiro. O “errado” que deu certo O Xbox nasceu como uma exceção, um projeto que não combinava em nada com a companhia a qual pertence. O próprio Bill Gates foi contra as decisões tomadas ao seu redor, assim como os executivos enxergavam a iniciativa com descrença. E, de onde não se esperava nada, ele ganhou forças e ganhou o mundo. A intenção de Asha Sharma é trazer essa sensação novamente, de que eles são “diferentes” para a Microsoft e para o mercado. Usar o passado como base para criarem um novo caminho, com um potencial até maior do que antigamente — já que, na época, eles sequer tinham o sucesso do produto como vemos hoje. Porém, é possível ser tão diferente assim hoje em dia? Com escala, usuários ativos diariamente, “onipresença” no mercado de consoles, serviços e jogos e tudo mais o que já virou marca registrada do Xbox? É uma aposta alta e uma equação que eles precisam resolver para seguir adiante. Leia a matéria no Canaltech.
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