Anatel abre caminho para Starlink direto no celular sem antena, mas com um porém
O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, nesta quinta-feira (2), a destinação de faixas de radiofrequência para serviços de comunicação direta entre satélites e celulares no Brasil. A decisão abre caminho para a Starlink oferecer seus serviços diretamente no celular, sem necessidade de antena externa, mas sempre em parceria com operadoras terrestres. A nova atribuição permitirá a conectividade direta por meio da tecnologia conhecida como Direct-to-Device (D2D). Esse recurso transforma satélites em "torres de celular" na órbita baixa da Terra (LEO) e tem como principal diferencial a dispensa do uso de antenas externas. 📱 Veja as melhores promoções de hoje no WhatsApp do CT Ofertas Embora a Starlink seja a única empresa com uma tecnologia já pronta para implementação imediata do serviço, outras companhias de internet via satélite também serão beneficiadas pela medida. - Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. - Starlink é a empresa que atualmente conta com tecnologia pronta para implementar o recurso no Brasil (Imagem: Shalabaieva/Leupe/Unsplash) Parceria com operadoras terrestres A proposta aprovada pela agência reguladora determina que o uso do serviço D2D deve ocorrer nas faixas de 700 MHz, 850 MHz, 900 MHz, 1.800 MHz, 1.900/2.100 MHz e 2.500 MHz. Essa operação deverá ocorrer sempre em conjunto com empresas de telefonia que já possuem licença para operar nessas faixas de frequência. Essa é a mesma estratégia adotada internacionalmente, com o serviço via satélite atuando como uma camada "extra" de cobertura para áreas sem sinal. Nos Estados Unidos, por exemplo, a disponibilização da conectividade via satélite da Starlink diretamente em celulares ocorre em parceria com a operadora T-Mobile. Disponibilização da internet da Starlink para celular nos EUA é fruto de parceria com a T-Mobile (Imagem: Danilo Berti/Canaltech) A Anatel também determinou que ficará a cargo do seu Conselho Diretor a definição de características técnicas de uso dessas faixas secundárias pelos serviços D2D. Diante disso, a Superintendência de Outorgas e Recursos à Prestação da Anatel terá até 90 dias para elaborar as especificações técnicas do serviço. A expectativa é de que o início do funcionamento oficial do serviço D2D no país seja gratuito, com o brasileiro não precisando pagar taxas adicionais no período de lançamento. Isso porque a previsão é de que as operadoras incluam o recurso gratuitamente nos planos já existentes a fim de educar o cliente e validar sua utilidade. Conforme a tecnologia se estabelecer e evoluir de recursos básicos, como troca de mensagens de texto e dados de localização, para o suporte de ligações e dados robustos, a função deverá ser monetizada dentro de pacotes personalizados. Enquanto os planos com internet via satélite da Starlink ainda não chegam ao Brasil, você pode conferir qual o valor do serviço em outros países. Leia a matéria no Canaltech.
O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, nesta quinta-feira (2), a destinação de faixas de radiofrequência para serviços de comunicação direta entre satélites e celulares no Brasil. A decisão abre caminho para a Starlink oferecer seus serviços diretamente no celular, sem necessidade de antena externa, mas sempre em parceria com operadoras terrestres. A nova atribuição permitirá a conectividade direta por meio da tecnologia conhecida como Direct-to-Device (D2D). Esse recurso transforma satélites em "torres de celular" na órbita baixa da Terra (LEO) e tem como principal diferencial a dispensa do uso de antenas externas. 📱 Veja as melhores promoções de hoje no WhatsApp do CT Ofertas Embora a Starlink seja a única empresa com uma tecnologia já pronta para implementação imediata do serviço, outras companhias de internet via satélite também serão beneficiadas pela medida. - Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. - Starlink é a empresa que atualmente conta com tecnologia pronta para implementar o recurso no Brasil (Imagem: Shalabaieva/Leupe/Unsplash) Parceria com operadoras terrestres A proposta aprovada pela agência reguladora determina que o uso do serviço D2D deve ocorrer nas faixas de 700 MHz, 850 MHz, 900 MHz, 1.800 MHz, 1.900/2.100 MHz e 2.500 MHz. Essa operação deverá ocorrer sempre em conjunto com empresas de telefonia que já possuem licença para operar nessas faixas de frequência. Essa é a mesma estratégia adotada internacionalmente, com o serviço via satélite atuando como uma camada "extra" de cobertura para áreas sem sinal. Nos Estados Unidos, por exemplo, a disponibilização da conectividade via satélite da Starlink diretamente em celulares ocorre em parceria com a operadora T-Mobile. Disponibilização da internet da Starlink para celular nos EUA é fruto de parceria com a T-Mobile (Imagem: Danilo Berti/Canaltech) A Anatel também determinou que ficará a cargo do seu Conselho Diretor a definição de características técnicas de uso dessas faixas secundárias pelos serviços D2D. Diante disso, a Superintendência de Outorgas e Recursos à Prestação da Anatel terá até 90 dias para elaborar as especificações técnicas do serviço. A expectativa é de que o início do funcionamento oficial do serviço D2D no país seja gratuito, com o brasileiro não precisando pagar taxas adicionais no período de lançamento. Isso porque a previsão é de que as operadoras incluam o recurso gratuitamente nos planos já existentes a fim de educar o cliente e validar sua utilidade. Conforme a tecnologia se estabelecer e evoluir de recursos básicos, como troca de mensagens de texto e dados de localização, para o suporte de ligações e dados robustos, a função deverá ser monetizada dentro de pacotes personalizados. Enquanto os planos com internet via satélite da Starlink ainda não chegam ao Brasil, você pode conferir qual o valor do serviço em outros países. Leia a matéria no Canaltech.
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