Embora algumas companhias aéreas tenham reduzido as suas tarifas na Europa recentemente devido à fraca procura, Willie Walsh afirmou que não há forma de as companhias aéreas absorverem os custos extra ao longo do tempo.

À BBC, o presidente da IATA disse que ainda existe a preocupação de que o setor no Reino Unido possa enfrentar escassez de combustível durante o verão, embora tenha insistido que não há motivo para pânico.

No entanto, observou que, mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto amanhã, o impacto da perturbação causada pelo conflito no Médio Oriente ainda poderá ser sentido até ao próximo ano.

Um porta-voz do Governo do Reino Unido afirmou que as companhias aéreas britânicas "têm a certeza de que não estão a enfrentar escassez de combustível de aviação neste momento". O encerramento do Estreito de Ormuz em resultado do conflito no Irão teve um impacto drástico nos preços do combustível de aviação e aumentou as preocupações sobre eventual escassez nos próximos meses.

A Europa, e o Reino Unido em particular, são geralmente muito dependentes das importações da região e têm-se esforçado por encontrar fornecedores alternativos. Na semana passada, por exemplo, a União Europeia afirmou que não havia qualquer impedimento regulamentar para que o combustível de aviação de padrão americano não fosse utilizado pelas companhias aéreas europeias, desde que a sua introdução fosse gerida com cuidado.

Na quarta-feira, o comissário europeu da Energia, Dan Jorgensen, afirmou que não espera uma escassez grave a curto prazo, mas não descartou problemas de abastecimento a longo prazo.

O diretor executivo da operadora de viagens Tui, Sébastien Ebel, sublinhou que não espera escassez nos próximos meses.

No entanto, Willie Walsh considera que ainda há preocupações para as operadoras do Reino Unido.

"Penso que o principal problema que o Reino Unido enfrenta é o momento", explicou. "Normalmente, espera-se um aumento de 25% nos voos e na procura de combustível nos meses de julho e agosto em comparação com março”.

"Acredito que a preocupação é que, se não houver um fornecimento alternativo suficiente, poderá haver escassez quando chegarmos ao pico do verão."

Contudo, realçou que não havia motivo para pânico e que o cancelamento generalizado de voos poderia ser evitado.Aumentos significativos nos preços dos bilhetesO aumento dos preços dos combustíveis já se refletiu no custo dos voos de longo curso, alguns dos quais sofreram aumentos significativos.

Mas, de acordo com os executivos das companhias aéreas, algumas tarifas na Europa chegaram a baixar porque as companhias estão a oferecer descontos na tentativa de persuadir os viajantes relutantes a voar.

Contudo, Walsh insistiu que esta situação não iria durar.

"Não há forma de as companhias aéreas absorverem os custos adicionais que estão a enfrentar", explicou.

"Pode haver alguns casos em que as companhias aéreas ofereçam descontos para estimular o fluxo de passageiros... mas, com o tempo, é inevitável que o elevado preço do petróleo se reflita em preços mais elevados dos bilhetes."

O presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreos realçou ainda que a interrupção no fornecimento de petróleo bruto e os danos nas instalações de refinação no Golfo significam que, mesmo que o Estreito de Ormuz fosse reaberto agora, os preços dos combustíveis dificilmente cairiam rapidamente.

"De qualquer forma, penso que este problema persistirá durante vários meses e poderá mesmo estender-se até ao próximo ano", disse.

原文抓取与轻量化重排,仅供阅读辅助。 · 源语言:pt