Oficialmente, Pelé só jogou por Santos, Brasil e New York Cosmos, dos Estados Unidos. Mas alguns outros clubes também tiveram um pedaço da história com o Rei do Futebol. Um deles foi o Fluminense, com direito à pressão política para que ele evitasse uma tragédia. Isso aconteceu há mais de 48 anos, em amistoso na Nigéria e vitória do Fluminense por 2 a 1 sobre o Racca Rovers, vice-campeão do país, no dia 26 de abril de 1978. Pelé, que havia acabado de encerrar sua carreira, viajou como garoto-propaganda da "Interbrás" para fazer o lançamento de vários eletrodomésticos no país africano. E assinou um contrato em que se comprometeu a jogar 45 minutos pela seleção nigeriana no amistoso contra o Flu. E assim o fez. No dia 22 de abril de 1978, no Estádio Municipal de Lagos, o Fluminense passeou e fez 3 a 1 sobre a Nigéria com Pelé e tudo. No segundo amistoso diante do Racca Rovers, realizado em Kaduna, a 800 km para o interior do país, o Rei do Futebol iria apenas para receber homenagens, dar o pontapé inicial e uma volta olímpica para saudar a torcida. Mas com a multidão em polvorosa no estádio e arredores, o governador local ameaçou deixar o estádio e retirar o policiamento se o craque não jogasse. Mas para Pelé entrar, alguém ia ter que sair. A pergunta era: quem? O meia Arturzinho, que na época já estava de sobreaviso do técnico Paulo Emílio para jogar no lugar de Pintinho, machucado após o primeiro amistoso, foi o escolhido. Pelé foi substituído no intervalo da partida, dando vaga ao próprio Tatu. Antes dele sair, o Fluminense vencia por 1 a 0, gol de Marinho Chagas no último minuto do primeiro tempo, após bonita jogada entre Edevaldo e Geraldão. Na etapa final, os nigerianos empataram com Ichias, aos cinco minutos do segundo tempo. Mas Arturzinho, em chute de fora da área, fez o gol da vitória tricolor 20 minutos depois. E Maradona? No dia 3 de junho de 1984, o Fluminense enfrentou o então camisa 10 do Barcelona, da Espanha, no Giant Stadium, em Nova Jersey, em um torneio amistoso nos Estados Unidos. Muito desfalcado – Ricardo Gomes, Jandir, Delei, Assis e Tato haviam sido convocados para a seleção brasileira –, o Fluminense, liderado por Romerito, arrancou um empatou por 2 a 2, mas perdeu nos pênaltis por 5 a 4. Maradona não marcou, só que foi decisivo ao dar o passe para Estella e para González estufarem as redes, enquanto Paulinho e Romerito fizeram os gols do Tricolor. Por sinal, no segundo tempo, quando o placar já estava 2 a 2, o craque marcou com a mão, em um movimento de cabeça na área, mas o árbitro viu e anulou. Após a partida, Maradona vestiu o uniforme do Fluminense: Initial plugin text Naquela época, o Fluminense havia acabado de ser campeão brasileiro. Mas acabado mesmo: o time levantou o troféu em 27 de maio, após empate por 0 a 0 com o Vasco no Maracanã, e no dia seguinte já estava em campo contra a Udinese, da Itália, na abertura do torneio amistoso nos Estados Unidos. A comemoração do até então inédito título brasileiro em 1984 – a conquista do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1970 só foi reconhecido pela CBF em 2010 – teve que ser durante a viagem. Naquela partida, o Fluminense entrou em campo com uma escalação quase toda reserva, exceto por Romerito. O paraguaio e ídolo tricolor foi quem marcou o gol do empate por 1 a 1 com a Udinese, mas os italianos levaram a melhor nos pênaltis e se classificaram para a final. Os brasileiros, por sua vez, teriam que disputar o terceiro lugar contra o Barcelona, que perdeu para o New York Cosmos, dos Estados Unidos. O jogo contra os espanhóis foi o primeiro dos titulares pós-título nacional. 🗞️ Leia mais notícias do Fluminense 🎧 Ouça o podcast ge Fluminense Assista: tudo sobre o Fluminense no ge, na Globo e no sportv

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