Saiba por que você não pode comprar o carro elétrico mais barato do Brasil
A importadora E-Motors Brasil anunciou a suspensão nas vendas do JMEV Emova Easy. O modelo podia ser adquirido por R$ 69.990, tanto que foi anunciado em março como o carro elétrico mais barato do país, mas a empresa precisou mudar os planos após mudanças nas isenções fiscais automotivas no Brasil. A decisão veio em meio à volta da cobrança da alíquota de 35% do imposto de importação sobre eletrificados a partir deste mês de julho. Segundo a importadora, os impactos financeiros são grandes: a marca afirma que o custo de frete para trazer um contêiner da China saltou de aproximadamente US$ 1.800 para para proibitivos US$ 10.200. Interior do JMEV Emova Easy (Imagem: Divulgação/E-Motors) Para não repassar essa diferença ao consumidor final, a estratégia da empresa é pausar o negócio até que o cenário logístico internacional se estabilize. Antes mesmo de realizar as primeiras entregas ao mercado nacional, a E-Motors paralisou a comercialização do compacto e de seu irmão maior, o Emova Urban, e devolveu integralmente o sinal pago pelos clientes. - Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. - Trajetória conturbada O congelamento não é a primeira barreira legal que a marca enfrenta — basta recordar o ocorrido com os modelos inicialmente batizados de EV2 e EV3, que precisaram ter os nomes alterados para Emova Easy e Emova Urban após a Kia contestar o uso das siglas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os carros foram pensados para o ambiente urbano e chamavam a atenção pelo porte contido e propostas inusitadas: o Emova Easy entregava 40 cv, 200 km de autonomia e até um câmbio manual simulado com pedal de embreagem, de olho no mercado de autoescolas. Por outro lado, o Emova Urban, ofertado por R$ 99.990, contava com 68 cv e 330 km de alcance. Com a paralisação, o plano de alcançar 30 concessionárias e mil unidades vendidas até o fim de 2026 deve ficar apenas no papel ao menos por enquanto. Leia a matéria no Canaltech.
A importadora E-Motors Brasil anunciou a suspensão nas vendas do JMEV Emova Easy. O modelo podia ser adquirido por R$ 69.990, tanto que foi anunciado em março como o carro elétrico mais barato do país, mas a empresa precisou mudar os planos após mudanças nas isenções fiscais automotivas no Brasil. A decisão veio em meio à volta da cobrança da alíquota de 35% do imposto de importação sobre eletrificados a partir deste mês de julho. Segundo a importadora, os impactos financeiros são grandes: a marca afirma que o custo de frete para trazer um contêiner da China saltou de aproximadamente US$ 1.800 para para proibitivos US$ 10.200. Interior do JMEV Emova Easy (Imagem: Divulgação/E-Motors) Para não repassar essa diferença ao consumidor final, a estratégia da empresa é pausar o negócio até que o cenário logístico internacional se estabilize. Antes mesmo de realizar as primeiras entregas ao mercado nacional, a E-Motors paralisou a comercialização do compacto e de seu irmão maior, o Emova Urban, e devolveu integralmente o sinal pago pelos clientes. - Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. - Trajetória conturbada O congelamento não é a primeira barreira legal que a marca enfrenta — basta recordar o ocorrido com os modelos inicialmente batizados de EV2 e EV3, que precisaram ter os nomes alterados para Emova Easy e Emova Urban após a Kia contestar o uso das siglas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os carros foram pensados para o ambiente urbano e chamavam a atenção pelo porte contido e propostas inusitadas: o Emova Easy entregava 40 cv, 200 km de autonomia e até um câmbio manual simulado com pedal de embreagem, de olho no mercado de autoescolas. Por outro lado, o Emova Urban, ofertado por R$ 99.990, contava com 68 cv e 330 km de alcance. Com a paralisação, o plano de alcançar 30 concessionárias e mil unidades vendidas até o fim de 2026 deve ficar apenas no papel ao menos por enquanto. Leia a matéria no Canaltech.
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